terça-feira, 22 de outubro de 2013

A verdadeira München..

Olá! Ontem, resultado da insônia pós começo do horário de verão, assisti até o final ao programa “O Mundo segundo os Brasileiros”, da Band. Aliás, se você não tem o costume de ver, não sabe o que está perdendo! O programa passa toda segunda-feira, depois do CQC (lá por 00h30), e cada episódio fala sobre uma cidade do planeta, apresentada por brasileiros que moram lá há certo tempo. D-E-M-A-I-S! Ontem, a personagem principal era Munique, a parada seguinte do nosso mochilão. Então, achei que era digno atualizar aqui, já que as lembranças ficaram ainda mais vivas!


Antes de chegar a Munique propriamente dita, preciso recordar os momentos de pânico/terror/desespero no trem. Sei que já contei esta história anteriormente, mas vou compartilhar mais uma vez só pra deixar este post completinho. De Veneza para Munique pegamos um trem noturno, assim economizamos uma diária de hotel/albergue e não perdemos tempo com uma viagem longa. Só que eu havia comprado dois tickets em poltronas reclináveis aqui no Brasil, lindas e espaçosas, e vocês não tem noção do meu desespero quando o cara que estava recolhendo os bilhetes apontou para uma cabine minúscula com SEIS camas (leia-se, dois triliches) mega apertadas e pouquíssimo espaço para as malas. O Fiora ficou esperando com as malas do lado de fora, enquanto eu fui desbravar o espaço e voltei com uma cara de pânico, sabendo que a viagem seria horrível, mas sem desconfiar que tudo podia piorar. OK, respiramos fundo, embarcamos, demos um jeito (não faço ideia como) de acomodar as malas, cumprimentamos os dois alemães e as duas chinesas que já estavam lindamente acomodados nas camas de baixo, e estava planejando a viagem - vou passar a noite sentada no corredor -, quando o cara avisa que todos precisam ficar na cabine e as portas serão fechadas (NÃÃÃOOO). Detalhe: todas as pessoas estavam de pijama, tapa olho, chinelo, com toalha e escova de dente em mãos, claramente preparadas para uma viagem noturna. Eu e o Fiora estávamos suados depois de um dia inteiro em Veneza debaixo daquele sol, não fazíamos ideia de onde havíamos largado a escova de dente, e muitos menos o pijama, no nosso super esquema para acomodar as malas. Tudo bem, o trem estava partindo, subimos na última cama do triliche, respiramos fundo e o cara fechou a porta! O Fiora dormiu, claro, e eu tentei me concentrar nos joguinhos do iPhone para não ter um ataque claustrofóbico naquele local. E assim passou a noite, entre cochilos, jogos e uma parada de 1h no meio do nada para acoplar outro trem atrás do nosso, quando chegamos (vivos, obrigada) à Alemanha! Sei que passei o resto da viagem rezando para os próximos dois trens noturnos não serem iguais àquele, pq né... ninguém merece!!

O albergue em Munique também merece um parágrafo à parte, simplesmente porque ele é demais!!! De todos os albergues que ficamos, este foi, disparado, o melhor. Os quartos eram mega espaçosos e limpos, muito bem localizado, cada hóspede só tinha acesso ao seu andar por cartão magnético, o pessoal era muito simpático e prestativo, e tinha uma área comum irada, com bar, internet, vários puffs gigantes e sofás. Recomendo demais esta rede – Wombats!


Quando montamos o roteiro do mochilão, queríamos muito visitar a Alemanha. Como Berlim era longe e ficava mais complicado chegar até lá, deixamos a capital alemã para a próxima e optamos por Munique, no meio do caminho entre Veneza e Amsterdam.

Achei a Alemanha muito parecida com a Inglaterra em termos de organização, limpeza e educação das pessoas. Para vocês terem ideia, uma tarde estávamos esperando para atravessar a rua e o sinal de pedestre estava fechado ainda, mas como não tinha nenhum carro vindo e uma pessoa atravessou, fizemos o mesmo. Percebi que algumas pessoas começaram a falar algo em alemão atrás da gente, mas como não estava entendendo nada, deixei pra lá e continuei andando. Até que uma policial puxou meu braço com tudo e começou a falar várias coisas, enquanto olhávamos pra ela com cara de idiotas, já imaginando como explicar pra todo mundo que havíamos sido deportados por algum motivo idiota. Até que ela percebeu que não falávamos alemão e partiu para o inglês, ponto pra ela! Resumindo, não podíamos ter atravessado a rua sem o sinal de pedestres ter aberto... além do sermão, ela encerrou o monólogo com “no Brasil existem sinaleiros???”.

Outra coisa que chamou muito a atenção foi o metrô da cidade, enquanto alguns são super modernos, outros são mais antigos, mas mesmo assim muito bem conservados. Além disso, em alguns pontos, não existe nenhum controle do pagamento da passagem, ou seja, você pode embarcar sem pagar o ticket se quiser, mais uma prova da educação e honestidade dos alemães. Falando nisso, o sistema de transporte deles é muito bom e o maior exemplo disso é a ligação até o Allianz Arena, o estádio oficial dos times TSV 1860 Munique e Bayern de Munique, onde aconteceu a abertura da Copa de 2006. Com capacidade para mais de 70 mil pessoas, o estádio é bem longe do centro, mas tem uma linha de metrô que chega do lado dele. Imaginamos que seria uma viagem mega demorada, mas ficamos impressionados com a rapidez do trajeto e a pontualidade do metrô. O Allianz Arena é um espetáculo à parte: grandioso, moderno e extremamente bonito! Vale muito a visita (eles têm visita guiada para conhecer o campo, os camarotes, vestiários, etc). Uma curiosidade interessante é que o estádio muda de cor de acordo com o mandante do jogo: vermelho para o Bayern Munique, azul para o Munique 1860 e branco com a Seleção Alemã de Futebol. Muito legal! Ah! Tem que cuidar porque, pelo menos naquela época, tinha apenas uma visita guiada em inglês por dia.


Preciso contar uma coisa muito engraçada que aconteceu durante a visita: estávamos esperando o nosso passeio guiado, mas o pessoal só falava alemão e não entendíamos nada. Até que, de repente, reuniu um monte de gente na nossa frente e deduzimos (errado, claro!) que era nosso grupo. Levantamos correndo e fomos atrás deles, quando nos demos conta que estávamos saindo do estádio e indo embora hahahahaha voltamos correndo pra sala de espera e estava vazia, ou seja, nossa visita verdadeira também já tinha iniciado. Até que uma moça percebeu que estávamos perdidos e nos colocou na sala de projeção, onde todos já estavam sentados acompanhando um vídeo institucional. Não conseguíamos parar de rir e a guia olhando de cara feia pra gente!


Outro lugar que vale muito a pena conhecer é o espaço onde aconteceram os Jogos Olímpicos de 1972. Levando em consideração que tudo foi construído na década de 70, a estrutura é muito moderna, arborizada e usada até hoje por esportistas. Lá dentro tem um Aquário Sea Life e super pertinho fica um espaço da BMW, com museu e exposição de carros.


Outra coisa interessante da Alemanha são os chamados Beer Gardens, espaços onde as pessoas se reúnem para tomar cerveja (ah vá) e comer comidas típicas. Há várias mesinhas, muitas árvores e barraquinhas com produtos típicos e vários tipos de cerveja, muito legal! Passamos por dois, um deles bem no centro da cidade e outro dentro de um parque bem famoso de Munique, o Englischer Garten, considerado o oásis do lazer por lá. Com certeza vale a parada para conhecer um pouco mais da cultura alemã.



Visitamos também o local onde acontece a Oktoberfest, claro que estava vazio, afinal, era junho, mas deu pra ter ideia do tamanho do espaço.



Outra parada obrigatória em Munique é a Marienplatz, considerada uma das praças mais bonitas da Alemanha, onde fica a antiga prefeitura da cidade. Neste prédio histórico, em algumas horas do dia, tem o famoso toque dos sinos, que reúne sempre uma multidão para acompanhar. Ali perto também fica a igreja mais famosa da cidade e outros símbolos de Munique, além de várias lojas de grife e restaurantes típicos.


Uma noite, estávamos felizes da vida com um balde de frango e muita Pepsi no KFC, quando três brasileiros de Floripa sentaram na mesa ao lado. Começamos a conversar e trocar algumas dicas de viagem, quando eles comentaram a respeito do primeiro campo de concentração da Alemanha, que ficava em uma cidadezinha super perto de Munique e valia demais a pena conhecer. Voltamos para o albergue, pesquisamos sobre o passeio, adaptamos nosso roteiro e incluímos a visita nos nossos planos. Distante, aproximadamente, 10 km de Munique está a pequena cidade de Dachau, que abriga o primeiro campo de concentração da Alemanha, construído em 1.933 pelos nazistas. Para chegar lá, pegamos um trem até a cidade e lá um ônibus, tudo muito bem sinalizado e, como na maioria dos lugares turísticos, basta seguir a multidão! Com certeza, de todos os lugares que já visitei na vida, foi o que mais me impressionou. O lugar tem um clima muito pesado e saímos de lá tentando encontrar respostas para algumas perguntas que nem éramos capazes de formular...



Em um primeiro momento, eles exibem um vídeo contando a história do campo, o que aconteceu, com imagens bem fortes. Tem também uma biblioteca para pesquisas, com vários documentos guardados, e os visitantes podem caminhar pelo campo, uma experiência única! Depois da Guerra, eles reconstruíram uma das casas para as pessoas poderem imaginar como eram as condições de vida lá dentro, assim como a câmera de gás, o crematório, o portão com os dizeres “Arbeit Macht Frei” / O Trabalho Liberta, as cercas elétricas, etc. Por mais que tenha virado um ponto turístico, o clima não tem nada a ver com isto, as pessoas caminham em silêncio e com muito respeito. E pensar que tudo isto é tão recente...


No mais, a Alemanha é muito limpa, organizada e bonita!

Até Amsterdam! ;)

domingo, 13 de outubro de 2013

Para Veneza, com amor..

Qual cidade de todas que vocês visitaram você mais gos..VENEZA!! A resposta a esta clássica pergunta é sempre a mesma e está na ponta da língua. E a sequência é “Londres e Paris também são maravilhosas, mas Veneza (suspiro) é Veneza!!”. Veneza é linda, romântica, linda, exótica, linda, charmosa, linda, diferente... ahhhh, Veneza é muito AMOR!!



Ok, pelo começo do post vocês já entenderam que eu fiquei completamente apaixonada pela cidade e este texto será muito amor!!

Pegamos um trem daqueles mega rápidos de Milão para Veneza e chegamos ao paraíso no começo da tarde. Claro que a chegada ao paraíso não é fácil... estávamos tranquilos no trem, quando ele parou na estação Veneza Mestre, na parte continental, uma estação totalmente sem graça... nos olhamos com cara de desanimados (isso aqui é Veneza?), mas antes de decidirmos o que fazer o trem arrancou novamente e os olhares foram dominados pelo pânico. Quando estávamos quase saindo correndo atrás do motorista (?) pra avisar que passamos da nossa estação, analisamos em volta e o trem continuava repleto de pessoas com cara de turista e o alto falante anunciou: próxima parada – Veneza Santa Lucia. Ok, nem tudo estava perdido. Quando todos começaram a se mexer, percebemos que ali era a última parada e, pelo visto, nosso destino. Juntamos os mochilões, descemos, reclamamos do calor e do cheiro de mar (?), e nos dirigimos para a grande porta da estação...... PARA TUUUDO! Quando a porta abriu, o Grande Canal simplesmente surgiu na nossa frente, com dezenas de barcos, gôndolas, pessoas, um sol lindo de morrer e uma pequena ponte. Paramos, nos olhamos encantados com tamanha beleza, respiramos fundo com a certeza de que tínhamos feito a escolha certa ao incluir Veneza no roteiro. Neste momento também entendi que Veneza... é VENEZA E PONTO!



Do lado da estação tinha um posto de informação turística e como não fazíamos a menor ideia de como atravessar aquele canal e muito menos como encontrar o hotel, encaramos a mega fila de turistas afobados. Mostrei o mapa com a indicação do hotel para a menina, ela me olhou, apontou pra ponte com uma cara de ‘boa sorte’, entregou um mapa da cidade, compramos o ticket para o transporte público (leia-se barcos – achei o máximo) e saímos de lá ainda mais apaixonados por tudo! Apaixonados até descobrirmos que a ponte tinha DEGRAUS e a única opção era atravessá-la. Bolamos uma ótima logística... ele carregava um mochilão enquanto eu cuidava do outro ;) e conseguimos chegar ao outro lado do canal (palmas). Ok, agora tínhamos que achar o hotel no meio daquelas ruelas com meu super mapa! Andamos um pouco e estávamos quase desistindo, afinal, surgiu outro canal e não tinha mais pra onde ir, quando olho pra trás e lá estava ele, lindo, florido e com mesinhas do lado de fora, muito amor!!

Vamos começar pelo transporte público... que são barcos de todos os tipos e tamanhos! Você compra um passe que dá direito a usar os barcos à vontade por x dias. É muito prático, rápido e há vários pontos espalhados pelo Grande Canal, para os dois lados e as ilhas ao redor, tudo muito fácil. Além disso, passear pelas ruelas de Veneza é a melhor parte da cidade, com certeza! Claro que se perder está incluso no pacote, mas é só cair no Grande Canal novamente que você se acha. Além disso, as pessoas são todas muito simpáticas e atenciosas, as vitrines são lindas, as pracinhas encantadoras, os restaurantes charmosos e cada ruela é uma surpresa!











Em Veneza tivemos a melhor janta de todo o mochilão: sentados na calçada à beira do Grande Canal, vendo o por-do-sol, depois de um dia inteiro caminhando, cada um com uma caixa de pizza deliciosa e um garrafão de coca – muito turista, muito amor!



A Praça de São Marcos, principal ponto turístico de Veneza, é muito bonita, assim como a igreja. Tem várias lojinhas e restaurantes em volta, com suas mesinhas na calçada, e uma feirinha de artigos turísticos bem legal ali perto. Queria muito uma foto com pombos, como uma que minha mãe tem lá, mas não havia espaço para os pombos diante da quantidade de turistas, já que fomos na alta temporada. Porém, por outro lado, conversei com pessoas que foram a Veneza no inverno e não viram nada de tão surpreendente. Concordo que Veneza é uma cidade para conhecer no verão!





Um dia, saímos em busca de passeios para as ilhas em volta de Veneza para conhecer melhor o sistema de transporte deles e os ferrys da região. No começo, confesso que estava achando um saco, mas prometi para o namorado que iríamos fazer estes passeios quando tivesse oportunidade. No final, foi muuito legal. O passeio é bem bonito, você vê Veneza de longe, com o vento no rosto no segundo andar do ferry, e depois fomos desvendar as ilhas da região. Descemos na maior delas, Murano, e ficamos algumas horas. Ela é famosa pelos trabalhos em cristal e é tão encantadora quanto Veneza. Caminhamos pelas ruelas, compramos quatro sorvetes por 1 euro, descansamos...









Veneza não tem muitos pontos turísticos, ela mesma é a GRANDE ATRAÇÃO!!! O divertido é passear pelas ruas, sentar e admirar a beleza do Grande Canal, conhecer seus becos, observar suas vitrines e lojinhas... é tudo muito organizado, romântico, florido, não sei descrever! Não penso em voltar a Veneza um dia, como acontece com Paris e Londres, mas sai de lá com a certeza de que Veneza é um dos poucos lugares que você conhece e jamais esquece, pois uma parte da sua magia segue com a gente pra sempre!



Próxima parada: Munique!!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Milão e sua Catedral

Nossa terceira parada foi em Milão, pegamos o trem pela manhã em Pisa e no começo da tarde estávamos lá. Como das outras vezes, agradecemos a pessoa que inventou o mochilão de rodinhas, afinal, o hotel era super bem localizado e pertinho da estação. Confesso que de todas as cidades que visitamos, Milão foi a que menos chamou minha atenção. Assim que saímos do trem nossa visão da Itália mudou completamente, Milão não tem nada a ver com Roma e Pisa, é moderna, cosmopolita e respira moda... resumindo, tem seus encantos!

A Catedral de Milão (Duomo) é a mais bonita de toda a Europa, basta olhar para ela para entender porque, ao meu ver, ela venceu esta acirrada disputa. Construída no estilo gótico, a igreja é imponente e se tornou ponto de encontro da cidade. Localizada ao lado da Galleria Vittorio Emanuele, outro ponto turístico e onde estão concentradas lojas de grifes famosas.







Outro lugar que vale a visita é o Castelo Sforzesco, bem próximo ao centro da cidade. Conhecemos também o Estádio San Siro/Giuseppe Meazza e o Museu de História Natural de Milão. Confesso que adoro estes museus de história natural, tirando a parte dos aracnídeos, mais precisamente a galeria das aranhas gigantes e comedoras de humanos. Descobrimos neste museu uma pedra de Lages/SC, uma ametista linda, e a partir deste dia, em todos os museus que visitamos ficamos procurando no meio das pedras alguma conterrânea. O estádio é bem interessante. Na realidade, fui arrastada até lá contra a minha vontade, mas não podia deixar de representar o Inteeer nas fotos e jogar o Grêmio para segundo plano. O esquema de visita guiada é muito legal (imagino que tenha isto no Brasil também) e o melhor é quando o guia começa a falar dos jogadores. Falamos que éramos brasileiros e viramos o centro das atenções, todo mundo questionando sobre os nossos craques e fazendo piadinhas!





Apesar de ser grande, as coisas em Milão são relativamente perto e conhecemos vários lugares a pé. Mesmo sem o clima romântico de Veneza e a história de Roma, a cidade merece o posto de um dos principais destinos turísticos da Itália!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

No meio do caminho... tinha uma torre!

Ao pensarmos no roteiro, tínhamos muita vontade de visitar uma cidade do interior da Itália e optamos pela pequena Pisa! Pegamos o trem em Roma pela manhã e chegamos lá no começo da tarde (se não me engano, a viagem levou +- quatro horas) e todo o trecho é muito bonito, passando por algumas cidades costeiras. Reservamos um dia e meio para visitar a cidade, mais do que suficiente, afinal, ela é realmente bem pequena e a principal (única) atração é a Torre de Pisa mesmo. No dia em que chegamos, optamos por passear pelo centro e na margem do rio, deixando a torre para o dia seguinte. Caminhamos bastante, tiramos muitas fotos, até que o cheiro de pão fresquinho desviou nossa atenção e, por este pequeno acontecimento, a passagem por Pisa tornou-se inesquecível. No quinto dia de viagem (no meu caso bem mais tempo), já estávamos morrendo de saudades da comida brasileira. Entramos em um mercadinho bonitinho para comprar água e tinha um cheiro delicioso de pão francês recém saído do forno, então fomos correndo pro fundo do mercado... agora, imaginem a cena: as últimas unidades daquela preciosidade estavam na mão do padeiro e havia uma senhora na nossa frente esperando / o padeiro colocou os pães na cesta e a senhora pegou todos / momentos de tensão, o padeiro olha nossa cara de desespero / a senhora desiste dos pães / a gente pula em cima como se nunca tivesse visto comida / o padeiro dá risada da nossa cara / vamos embora felizes da vida. Não imaginem a cena: sentamos na calçada, do outro lado da rua, abrimos o saquinho de pão, dividimos exatamente ao meio e comemos ali mesmo! hahahaha





Em Pisa demos muuuita sorte. Naquele ano, eles estavam comemorando os 150 anos da unificação da Itália e, naquela noite, haveria uma festa na cidade e show de fogos à meia-noite na beira do rio. Voltamos para o hotel, nos arrumamos, jantamos em uma pizzaria tradicional da cidade e fomos para o rio. Saudades de Videira define a comemoração – leia-se, muita gente, muita animação e um show de fogos lindo!!!


Na manhã seguinte, fomos em direção à torre e à feirinha que tem ali perto. O local onde a torre se encontra é muito bonito e, sim, ela realmente é beeeem torta! Passamos o dia ali, entre fotos, turistas e cochiladas na grama. É possível subir na torre, mas as visitas acontecem com horário marcado e o número de visitantes é limitado. Com certeza valeu a pena passar por Pisa, seguimos para Milão com vontade de conhecer mais o interior da Itália e suas cidadezinhas – mas este roteiro já está entre as centenas de viagens que tenho em mente!



Ah, lembrei! Em outro mercadinho de Pisa encontramos duas solitárias latinhas de GUARANÁ! Que realização! Parecíamos duas crianças com um brinquedo novo, enquanto o dono dava graças a Deus por ter vendido aquelas duas latas perdidas que nem ele deve saber como foram parar ali...

domingo, 22 de setembro de 2013

História viva!

Não prometi que eu voltaria? Aqui estou eu novamente (antes tarde do que nunca)! Revendo as fotos do mochilão lembrei que eu PRECISAVA voltar a atualizar este blog e contar todas as aventuras da viagem. Infelizmente, algumas coisas ficarão perdidas e recordarei algumas informações importantes relendo este post daqui dias, semanas, meses e até anos. Outros detalhes meu querido notebook da HPorcaria engoliu, como os nomes dos restaurantes e os roteiros de cada dia. Mas bem, vamos lá que minha memória é boa (eu acho!).

Nossa primeira parada foi em Roma! Duas informações básicas: na capital italiana você respira história e tudo é muito grandioso, impossível não se apaixonar. Nos encontramos no aeroporto e pegamos um trem rápido para o centro da cidade, descemos na estação central (Termini) e nosso hotel era pertinho. Como sou super prevenida, imprimi o mapa das redondezas do hotel e lá fomos nós com nossos mochilões (de rodinhas, claro!) pelas ruas de Roma. Chegamos rapidinho ao hotel e como já era noite, arranjamos um mapa da cidade e começamos a definir nosso roteiro para os quatro dias que tínhamos pela frente.

Lembro que em Roma andamos por tudo de metrô, apesar de ele ser bastante antigo e mal cuidado em comparação a outras cidades, era muito bem sinalizado e indicava as atrações turísticas perto de cada ponto, o que facilitou muito. Fizemos o Roma Pass, que dava direito à entrada em algumas atrações turísticas (um beijo pra fila que não pegamos no Coliseu) e a três (?) dias de metrô e ônibus incluso, por 25 euros (vale demais a pena!). Roma é uma cidade bem antiga (ah váá), mas encantadora. Olhando as fotos, vou tentar traçar o roteiro que fizemos com alguns comentários.








2º dia: Vaticano – Visitamos o Vaticano pela manhã e à tarde a ideia era entrar no museu, mas a fila estava gigaaaante e desistimos, deixando o museu para outro dia. Curtimos o resto do dia passeando pela região, que é muito bonita!









O Coliseu, o Fórum Romano e o Palatino merecem um parágrafo à parte. Quando você sai da estação de metrô do lado do Coliseu e dá de cara com ele, grandioso à sua frente, é de perder o fôlego! Impossível não lembrar as aulas de história ao caminhar lá dentro e imaginar como as coisas funcionavam há taaantos anos. É surreal! E os monumentos estão tão bem conservados depois de tantos anos, como acontece em toda a Europa, né?!

No Capitólio foi muito engraçado, já estávamos (um pouco) cansados de tantas esculturas parecidas e só queríamos ver a famosa Loba. Entramos em dezenas de salas e nada da Loba, até que encontramos a dita, olhamos, tiramos algumas fotos e fomos embora felizes da vida. Aíííí, pelo mapa, parecia que o Circo Máximo e as Termas eram perto (só que não), e eu insisti muito pra gente ir a pé... caminhamos, caminhamos, caminhamos (tipo, muito!) e chegamos nas termas! Valeu a pena, mesmo restando apenas as ruínas, é tudo muito interessante! Fora que perdemos, no mínimo, uns 2 kg cada um... hahaha

4º dia: Museu doVaticano, Castelo de Santo Ângelo – A vista do castelo é MARAVILHOSA!

Lembro que o Castelo de Santo Ângelo não estava abrindo às segundas naquela época. Claro que somos muito sortudos e fomos tentar visitá-lo justamente em uma segunda-feira, o que atrapalhou um pouco os planos. Por isso é muito importante sempre prestar atenção nestes detalhes. Outra coisa muuuuito importante: na igreja do Vaticano não é possível entrar de bermuda, nem camiseta sem manga. Eu até tinha lido isto no guia, mas no dia esqueci e fui com uma regatinha. Por sorte, o Fiora decidiu levar a camiseta do Grêmio para tirar fotos e eu (só de birra) levei a do Inter na minha mochila. Ainda bem! Fui salva por ela. Pra quem esquecer estes detalhes, várias lojinhas em volta do Vaticano vendem lenços e a galera improvisa do jeito que dá!

Não deixe de tomar os sorvetes italianos, são deliciosos! Outra dica é uma espécie de pizza que eles vendem em carrinhos na rua, como se fosse um pão dobrado gigante com recheio... cara, é muito bom! Juro! Roma tem muitas praças e igrejas, todas valem uma paradinha rápida pra descansar um pouco. Também achei as coisas relativamente perto, você está andando e de repente a Fontana di Trevi ou o Pantheon surgem na sua frente sem mais nem menos.

O hotel era bem no centro de Roma, do ladinho da estação central, e tem vááárias coisas lindas pra conhecer naquela região. Todo dia final de tarde e à noite saíamos a pé para jantar e curtir a região. Lembro que uma noite fomos procurar um restaurante gostosinho e passamos em uma praça ali do lado. Uma menina estranha pediu pra gente tirar uma foto dela e acabamos tirando, de tanto que ela insistiu, aí ela posou se achando “a gata” e quando estávamos indo embora, ela veio cobrar 5 euros pela foto hahahahaha claro que nos negamos a pagar, quando surgiu um grupo de amigos dela e todos começaram a vir na nossa direção. Juntamos a máquina e a mochila e saímos correndo. Em Cambridge, todo mundo falou que a Itália e a Espanha eram os países mais perigosos e que precisávamos cuidar com as bolsas e carteiras. Realmente, os demais lugares foram tranquilos e não aconteceu nenhum imprevisto!!

Para conhecer Roma é preciso ter pique, porque você caminha deeemais, principalmente porque fomos no verão e estava absurdamente calor!

Próxima parada... Pisa! :)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Trem na Europa

Viajar de trem na Europa é muito fácil, fato! Fizemos todos os trechos do mochilão de trem e foi tranquilo demais, pois é tudo muito pontual, organizado e bem sinalizado. A Eurail oferece várias opções de passe, que tornam a viagem mais barata e você escolhe de acordo com o seu roteiro e tempo de viagem. Muitos trens, como os noturnos e os de alta velocidade, exigem reserva de assento e é preciso pagar uma taxa a mais. Essa reserva não pode ser comprada por internet, somente nas estações de trem na Europa ou por agência de viagem aqui no Brasil. Como viajamos na alta temporada e não podíamos correr o risco de ficar sem assento nos trens noturnos, optamos por comprar os passes e reservas mais importantes com a CI. Recomendo fazer todas as reservas com a agência de uma vez, porque eles realmente irão cobrar e, normalmente, a fila nas estações é enorme e você perde um tempão (em Barcelona, ficamos TRÊS horas na fila pra fazer a reserva pra Madrid).


Algumas dicas:

Os trens são bem pontuais;

Se você tiver mala grande, como era o nosso caso, recomendo chegar cedo à estação, para conseguir espaço no compartimento de bagagem (que é bem pequeno) e ter tempo de organizar suas coisas;

Nunca pegue trem noturno com seis camas!!! Calma, vou explicar. No nosso primeiro trajeto noturno (Veneza/Munique), havíamos reservado assento reclinável, mas chegamos lá e era uma cabine com seis camas. O lugar é extremamente apertado (três camas de cada lado), a porta tem que ficar fechada, o ar condicionado funciona só às vezes e acomodar as malas é quase impossível!

As cabines duplas nos trens noturnos são bem confortáveis e é tranquilo dormir. No trecho Munique/Amsterdam tinha até chuveiro na cabine e funcionava direitinho;

Alguns trens têm barzinho, como o Elipsos de Paris para Barcelona;

Os trens espanhóis e ingleses são os melhores!

Se o trajeto for longo, não deixe pra comer na estação de trem. Como é de se esperar, as comidas são bem mais caras e, em algumas delas, não tem nada de bom pra comer. Já outras têm mercado, Burger King, Mc, etc.