sábado, 17 de janeiro de 2015

Buenos Aires

Depois de atravessar toda a Patagônia Argentina, chegamos a Buenos Aires. Como bons turistas que somos, nos perdemos logo na entrada e gastamos horas para achar um hotel. O que é justificável, levando-se em consideração que chegamos no início da tarde de um dia normal em uma cidade de aproximadamente 11 milhões de habitantes. Passada aquela primeira impressão, que não foi muito boa, os outros dois dias que passamos lá revelaram uma Buenos Aires moderna, mas que sabe preservar suas tradições e sua história. Em 2005, a cidade foi eleita “Cidade do Design” pela Unesco. Buenos Aires é considerada a capital mais européia da América Latina. O bairro La Boca é um dos principais pontos turísticos da cidade, por preservar muitos traços culturais e chamar a atenção com suas cores e construções. A grande atração é o El Caminito, que funciona como um verdadeiro museu ao ar livre, com suas casas coloridas e suas lojas. Além disso, o clima lá é de festa, com apresentações de tango e artistas, como fotógrafos, pintores e escultores, mostrando seus trabalhos. Turistas de todas as partes do mundo passam diariamente por ali, o que amplia ainda mais a diversidade cultural do lugar.



Outro ponto que reúne visitantes é a Casa Rosada, a sede da presidência da República Argentina. O local já foi palco de importantes manifestações políticas. Logo em frente está a famosa Praça de Maio (Plaza de Mayo), que é o centro da vida política de Buenos Aires. Seu nome é uma homenagem à Revolução de Maio de 1810, que deu início ao processo de independência do país. Na década de 70, as famosas “Mães da Praça de Maio” se reuniam para exigir notícias dos seus filhos que desapareceram durante a Ditadura Argentina.




No centro de Buenos Aires, as modernas construções e os arranha-céus contrastam com a arquitetura dos séculos passados. As gigantes livrarias chamam a atenção, assim como as largas avenidas e a arborização da cidade. Na região central da bela capital argentina está o famoso Teatro Colón, um dos teatros de ópera mais famosos do mundo. Inaugurado em 25 de maio de 1908, tem capacidade para 3.000 pessoas e desde novembro de 1989 é considerado um dos monumentos históricos nacionais. Conseguimos visitar os camarins do teatro e lá dentro parecia que estávamos naquelas histórias de época, onde aconteciam os grandes espetáculos que reuniam toda a elite. O Teatro Colón é realmente grandioso... e Buenos Aires é uma cidade encantadora!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Até logo, Ushuaia

No último dia em Ushuaia, mais um passeio de barco para conhecer alguns animais e o farol. Leões marinhos foram a grande atração da manhã, porque a tarde reservava uma surpresa ainda maior. A chuva e o frio marcaram nossos últimos momentos na cidade mais ao sul do mundo. Durante a volta de barco, além dos animais, pudemos ver vários navios e alguns blocos de gelo. Voltamos ao hotel, ajeitamos nossas coisas e deixávamos para trás nosso principal destino, sem saber que aquele ponto, tão distante no início da viagem, se despediria em grande estilo. Quando estávamos saindo da cidade começou a nevar! Pouco, mas era neve, que até então estava restrita ao topo das montanhas. Algumas fotos, olhos grudados nos vidros do carro e Ushuaia ficava para trás.





 



Trelew, uma cidade localizada na Patagônia Argentina, seria nossa próxima atração. O município possui aproximadamente 88.000 habitantes e é o pólo têxtil de lã mais importante do país. Trelew era pra ser apenas um ponto de parada e descanso, para no outro dia cedo retomar a viagem. Se não fosse o recepcionista do hotel, teríamos passado do lado de uma das maiores pinguineiras do mundo e nem saberíamos disso. Punta Tombo é uma área rochosa que se estende por pouco mais de três quilômetros sobre o Oceano Atlântico. Durante seis meses do ano, a região é deserta. Em setembro, os Pinguins de Magalhães chegam à costa para se reproduzir. Cerca de um milhão de pinguins aparecem nesta época do ano. O mais interessante é que os turistas podem caminhar entre eles, dentro de espaços delimitados. Os animais passavam na nossa frente e era possível avistar seus ninhos e filhotes. Para passear na pinguineira não é necessário o acompanhamento de um guia. O local é realmente muito grande e a paisagem é maravilhosa.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Conhecendo Ushuaia

Passeio de barco, pinguins, parques, animais silvestres e caminhadas... era isso que nos esperava na manhã seguinte. Primeiro fizemos um passeio de barco até uma ilha cheia de pinguins. Observá-los procurando comida na água, brincando e correndo compensava o frio e o vento. Eles são realmente animais encantadores e elegantes, pois têm um jeito próprio de caminhar.





À tarde, resolvemos ir até o Parque Nacional da Terra do Fogo, onde se encontra a Bahia Lapataia, o marco final da Ruta Nacional nº 3, que vai até o extremo sul do continente. Bahia Lapataia está a exatos 3.603 quilômetros de Buenos Aires, capital da Argentina, por onde passaríamos na volta, e a 17.848 quilômetros do Alasca. O Parque Nacional da Terra do Fogo (Parque Nacional Tierra del Fuego – em espanhol) localiza-se 12 km a oeste da cidade de Ushuaia e foi fundado em 1960. Com uma área de 63 mil hectares, é a reserva natural mais ao sul do planeta. O que mais chama a atenção são as paisagens, que variam de montanhas escarpadas a vales cortados por rios e lagos. Interessante observar que algumas das árvores presentes no Parque crescem tortas, devido ao forte vento que atinge a região o ano inteiro, sendo mais intenso de agosto a janeiro. Os animais também se destacam no meio do verde, como diversos coelhos, raposas, castores e ratos almiscarados, além de aves e peixes. O Parque oferece estrutura para lanches e lugares aquecidos para se abrigar do frio. Durante o inverno, alguns lagos congelam e a natureza oferece um espetáculo diferente daquele que os turistas podem conferir no verão.







sábado, 10 de janeiro de 2015

U S H U A I A !

Finalmente chegamos a Ushuaia! Depois de muitos quilômetros rodados, lugares conhecidos, situações engraçadas e paisagens inesquecíveis, chegamos ao nosso tão aguardado destino. “La ciudad más austral del mundo” (A cidade mais austral do mundo) ou “La ciudad del Fin del Mundo” (A cidade do Fim do Mundo), como é conhecida Ushuaia, é realmente um lugar único e encantador, com diversas opções de passeios, restaurantes e lojas. A cidade pertence à Argentina e é a capital da Província da Terra do Fogo. Apenas uma pequena localidade chilena, chamada Puerto Williams, está mais ao sul que Ushuaia. Fundada em 12 de outubro de 1884, a cidade é rodeada pelos montes Martial e Olivia, que pertencem à Cordilheira dos Andes, e por férteis vales glaciais. O departamento de Ushuaia possui aproximadamente 46.000 habitantes e 9.390 km². Depois de alguma dificuldade para encontrar um hotel com vaga e garagem, era só aproveitar as peculiaridades da região, como seus pratos típicos, sua natureza e o frio, que nos faziam esquecer que estávamos no verão.




O nome Ushuaia vem das línguas indígenas yámanas e significa “ush” (ao fundo) e “wuaia” (baía). Centolla, caranguejo gigante que existe apenas em águas profundas de regiões muito frias, faz parte da culinária da região. Como bons turistas, não deixamos de experimentar. Para quem gosta de frutos do mar, é uma excelente pedida!


No primeiro dia já começamos a descobrir as curiosidades do lugar, como o pôr do sol perto das 9h, 10h da noite. Por sua localização, no extremo sul do planeta, durante o verão o sol nasce lá pelas 4h da manhã e se esconde por volta das 22h. Explicado o motivo pelo qual o recepcionista do hotel, de uma forma bastante simpática, insistiu, em vão, para que fechássemos a cortina durante a madrugada. Descobrimos isso da pior maneira possível, acordando com o sol na cara 4h da manhã e desesperados porque pensamos que nossos pais foram ao passeio e nos deixaram dormindo. Mas não foi nada disso, eles apenas fecharam o blecaute. Já no inverno, o sol aparece perto das 11h da manhã e se esconde por volta das 4h da tarde. Para combater o frio, todos os lugares possuem calefação e a estrutura para receber os turistas é de qualidade. Turistas que vêm de todas as partes do mundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Torres del Paine

Nossa próxima parada seria na cidade de Puerto Natales, localizada na Patagônia Chilena. Este município, de aproximadamente 19.000 habitantes, é o principal ponto de partida para o famoso Parque Nacional Torres del Paine, que era nosso destino na manhã seguinte. Nesta altura da viagem, o frio aumentava progressivamente à medida que a quilometragem no painel do carro crescia. Puerto Natales é uma simpática cidade, foi o que percebemos em uma primeira caminhada em busca de um chocolate quente. Mas o frio e o vento nos levaram de volta ao hotel, de onde saímos somente para jantar. Na manhã seguinte partimos cedo para o Parque, que foi fundado no final da década de 50 e declarado Reserva da Biosfera em 1978, pela Unesco. Com uma área de cerca de 242.000 hectares, a natureza reserva surpresas como cascatas, lagos, rios, corredeiras, glaciares e as famosas Torres del Paine, que a névoa daquele dia nublado nos impediu de ver inteiras.





A Cordilheira Paine é mais jovem que os Andes, mas sua beleza é tão surpreendente quanto. O Parque oferece estrutura com bons hotéis e restaurantes, mas para quem busca economizar, a melhor opção é mesmo ficar em alguma cidade próxima. O frio e a neblina transformaram a paisagem em um verdadeiro cenário de filme. O barulho dos rios e das cachoeiras, assim como as trilhas para se chegar aos glaciares, requer fôlego e coragem. Em um dos locais, as árvores chamam a atenção com seus troncos furados e secos. O Parque Nacional Torres del Paine traz diversas opções de lugares para se visitar, fotografar e jamais esquecer!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Em cada curva, um suspiro

Quanto mais pro sul avançávamos, mais as paisagens surpreendiam. Em El Calafate, uma cidade com aproximadamente 5.500 habitantes, não foi diferente. Localizada na Província de Santa Cruz, perto da fronteira com o Chile, El Calafate é a localidade mais próxima do Parque Nacional de Los Glaciares, onde se encontra aquela que já foi considerada a oitava maravilha do mundo: a Geleira Perito Moreno. O parque possui 356 geleiras, mas Perito Moreno é a maior e mais famosa delas, com 5 km de largura e 60 metros de altura. Impossível descrever sua grandiosidade. É uma montanha branca que surpreende todos que chegam até lá.




O frio e o vento apenas completam o cenário, que é indescritível. O verde da natureza, o azul da água e o branco do glacial nos fazem ficar uma manhã admirando a beleza daquele lugar. Considerada uma das reservas de água doce mais importante do mundo, a geleira é a maior em extensão horizontal do planeta, mas o aquecimento global tem levando a uma diminuição da sua área. A estrada precária torna a aventura ainda mais emocionante. Quando se está quase chegando à geleira, é possível avistá-la de longe, o que aumenta ainda mais a curiosidade dos visitantes. Alguns metros depois da famosa “Curva do Suspiro”, o tamanho da geleira e a natureza ao seu redor não deixam dúvidas: Glaciar Perito Moreno foi uma das grandes surpresas da viagem.




sábado, 3 de janeiro de 2015

Bariloche e seus encantos

O nome Bariloche possui uma aura própria que sempre desperta a curiosidade das pessoas. E esta cidade, de aproximadamente 100 mil habitantes, é realmente encantadora. San Carlos de Bariloche está localizada próxima à Cordilheira dos Andes, na Província de Río Negro. Cercada por lagos e montanhas, ela atrai milhares de turistas anualmente, inclusive no verão, quando as estações de esqui estão fechadas. Mesmo com poucos vestígios de neve durante o dia, o topo das montanhas garante vistas maravilhosas e o acesso só é possível através de teleféricos. O pico mais famoso é o Cerro Catedral, que recebe este nome pela semelhança com as torres das catedrais medievais de estilo gótico. Ele está a 19 km de Bariloche e 1.030 metros acima do nível do mar.




Pra quem nunca tinha andado naqueles teleféricos das estações de esqui, tudo foi muito divertido, principalmente para os instrutores, que perceberam nossa dificuldade para sair daquelas cadeiras. No alto da montanha havia neve e estávamos muito próximos do céu, rodeados por picos brancos. No verão, os dias são quentes e as noites frias e com neve nas montanhas mais elevadas. É durante a estação mais quente do ano que a natureza proporciona um dos seus mais belos espetáculos, com o verde das árvores, o azul dos lagos e as flores coloridas. A noite em Bariloche também tem seus encantos. A cidade é muito iluminada e movimentada, com visitantes de diversas partes do mundo que lotam os restaurantes e as lojas do lugar. San Carlos de Bariloche encanta em todas as épocas do ano!