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domingo, 3 de novembro de 2013

I Amsterdam

Nosso próximo destino, a encantadora capital holandesa, também tinha muito a oferecer. Lindas paisagens, bicicleta por todos os lados, sex museum, casas barco, canais e muita cabeça aberta!


Pegamos um trem noturno de Munique a Amsterdam e a experiência foi totalmente diferente da trágica viagem de Veneza para a Alemanha. Desta vez, eram apenas duas camas em uma cabine muito mais espaçosa e com banheiro privativo, um luxo só. Dormimos super bem e acordamos já perto de Amsterdam, colados na janela admirando a beleza dos campos de tulipas, dos moinhos e das lindas cidadezinhas do interior. Gente, as cidades do interior da Europa são muito fofas e encantadoras! Cambridge vai ser pra sempre a melhor, mas viajar de carro pelo interior de todos aqueles países deve ser um sonho – a ser realizado um dia!


Chegamos a Amsterdam e fomos atrás do hostel. Pela primeira vez na viagem, o mapa estava bem ruim e acabamos nos perdendo. Quando estávamos quase desistindo e chamando um táxi, eis que o prédio surge na nossa frente e.... Amsterdam foi a cidade mais cara do roteiro em termos de hotel, alimentação, comprinhas, etc, e optamos por um quarto compartilhado. O detalhe é que esquecemos totalmente do quanto cabeça aberta eles são, mas bastou olhar pra janela do hostel e recordamos na hora – uma garrafa de vodka pela metade quase caindo na cabeça dos transeuntes. Ok, óbvio que tínhamos feito a escolha errada e já subimos as (íngremes) escadas rezando para ter um quarto duplo. A recepcionista era uma japonesinha muito simpática, mas ela ficou branca quando abriu a porta do quarto e deu de cara com um rapaz passando muito mal (leia-se, todo vomitado na cama). Tinha um quarto duplo, praticamente no sótão do lugar, mas era o que restava àquela altura do campeonato (pelo menos era bem localizado)!

Deixamos as malas e já saímos desbravar a cidade... Amsterdam é muito linda e moderna mesmo! E como estávamos no meio do verão, anoitecia muito tarde, perto da meia-noite.


Na praça super pertinho do hotel tinha um Madame Tussauds, aquele famoso museu de cera que há em várias cidades. Conheci o de Londres e fiquei encantada, então convenci o Fiora a entrar. Apesar de ser muito menor que o inglês, vale a visita, porque sempre rende fotos divertidas e as pessoas são realmente muito parecidas com as reais. Eu curto este tipo de coisa! Depois, fomos direto para a casa da Anne Frank, do famoso livro “O Diário de Anne Frank”. Estava super curiosa para conhecer o local, pois já tinha lido o livro (apresentei ele, no mínimo, em três trabalhos da escola e a professora nunca percebeu que era sempre o mesmo hahahaha), e depois de conhecer o primeiro campo de concentração da Alemanha, PRECISAVA entrar na casa da Anne Frank, que fica em uma região central da cidade. Pegamos uma pequena fila, mas logo entramos. Além de visitar a casa de verdade, tem um museu do lado que conta um pouco da história e uma sala de projeção com um vídeo bem interessante. É uma visita rápida, mas muito bacana!!! Ao visitar os cômodos do apartamento, impossível não recordar a riqueza de detalhes com que Anne contou sua história no diário...







Os canais de Amsterdam são muito lindos e vale a pena fazer um passeio de barco pela cidade. Falando em barco, as casas barco são demais! As pessoas realmente moram nelas e são super fofas, com flores, cortininhas nas janelas, bicicletas do lado, bem receptivas!! E quem quiser ficar hospedado em uma casa barco, há várias opções nestes sites de reserva de hotel e albergue.


Na última tarde em Amsterdam fomos ao Xtracold, aqueles bares de gelo. Confesso que esperava mais da experiência... é bem legal, diferente, mas nada muito empolgante. Os horários são pré-marcados, mas não esperamos muito. Lá, você recebe um super casaco, luvas e um óculos para assistir a um filme 3D. Se não me engano, você fica de 15 a 30 min na sala e é realmente bem frio. Vale a pena pra dizer que você já foi a um lugar assim.



Em uma manhã, visitamos o Vondelpark, um parque super bonito de Amsterdam, na região central e próximo a vários pontos turísticos. O lugar é bem grande e arborizado! De lá, seguimos direto para o clássico “I Amsterdam”, onde tiramos diversas fotos e batalhamos por um espaço entre aquelas letras gigantes. Pertinho do hotel ficava o Sex Museum – interessante, vale a visita também. Não lembro o preço exatamente, mas era bem baratinho. E o destaque de Amsterdam fica por conta do Red Light District, uma famosa zona de prostituição da cidade, onde as meninas se exibem em vitrines de vidro e todos podem ver. Além disso, quando elas estão trabalhando, a cortina é apenas fechada. Toda noite aquela rua, cortada por um canal, bombava de turistas curiosos... Há ainda shows eróticos, bares, museus...








Amsterdam também é encantadora, tem seus mistérios e sempre reserva boas surpresas!


E que venha PARIS!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

era uma vez Londres

'Quando um homem se cansa de Londres, ele se cansa da vida, pois em Londres está toda vida que se pode querer!'


Samuel Johnson disse tudo! No domingo, despedi-me de Londres com o coração apertado, pois sabia que era meu último dia como turista na capital inglesa (voltarei lá somente pra pegar o avião pra Roma). LONDRES É LINDA, É MODERNA, É ANTIGA, É CULTURA!! Vou embora da Inglaterra com a certeza de ter aproveitado da melhor forma possível o tempo em uma das cidades mais importantes do planeta. Visitei diversos pontos turísticos e museus, tirei muitas fotos, caminhei pelos parques, andei de metrô e fiz o passeio de barco no Rio Tâmisa. Confesso que nunca tive o sonho de conhecer Londres. Até ontem, ela não estava na lista de cidades que eu tenho vontade de visitar. Hoje, afirmo: todo mundo PRECISA conhecer Londres!



No domingo, viajei pra Londres com uma excursão (de cinco pessoas, mas era uma excursão / de cinco pessoas, duas eram brasileiras / sim, vamos dominar o mundo!). Nos encontramos na estação de trem aqui em Cambridge e o guia explicou alguma coisa, mas não prestei atenção e só segui todo mundo. Quando vi, entramos em um ônibus muito antigo e imaginei que fossemos com ele até Londres, fiquei revoltada, porque comprei a viagem de trem, que leva metade do tempo. Mas uns 20 minutos depois, paramos em uma estação no meio do nada e pegamos o trem, provavelmente estava com algum problema nos trilhos entre Cambridge e essa cidade aqui perto (ufa!).

Em Londres, pegamos o metrô e fomos direto pro Palácio de Buckingham (isso depois de uma alemã retardada fazer o maior escândalo pra bater uma foto no lugar onde eles filmaram ‘Harry Potter’ na estação de trem em Londres) tentar ver a troca de guardas. Isso, tentar ver, porque o guia era um chato e não parava de caminhar. No final, ele explicou que era muito aglomero e não valia a pena ficar ali, vimos só os guardas chegando e fomos embora. Caminhamos, caminhamos e caminhamos por um parque, passamos por mais algumas construções importantes e paramos para tirar fotos no Big Ben e no London Eye. Depois, quem quisesse, podia pagar e fazer o passeio de barco pelo Rio Tâmisa. Como eu já tinha feito quando fui a Greenwich e a Adriana (colombiana) pretende fazer mais pra frente, resolvemos almoçar com tempo (no Mc Donald’s, claro!) e visitar a Trafalgar Square.



À tarde, seguimos pro Madame Tussauds (museu de cera). CARA, É DEMAIS! Chegamos, compramos os tickets e subimos um milhão de escadas. Entramos em uma sala cheia de personalidades do cinema, como Leonardo di Caprio, Nicole Kidman e Tom Cruise. Porém, as três espertas demoraram pra compreender o funcionamento do museu. Quando já estávamos reclamando de só ter aquilo pra ver, enxergamos uma flecha lá no cantinho e entendemos que o museu é dividido em andares (uau!), cada um sobre um assunto, como esporte, personalidades históricas, cinema, terror, etc. Pra tirar foto é uma confusão, nas principais personalidades tem fila e empurra empurra, mas vale a pena! Na ala do horror, tem um corredor do terror com atores vivos. E depois de passar por todas as alas, você pode entrar em um carrinho (tipo esses carrinhos de trem fantasma), que imita um táxi londrino, e visitar uma ala que reconta a história da Inglaterra. Por fim, tem uma parte só sobre desenhos (que é preciso pagar separado - £2,70). Recomendo muito pagar e entrar, porque no fim tem um cinema 4D. Tudo bem que o desenho é super curtinho (mais ou menos 20 minutos), mas os efeitos são demais (o chão treme, faz vento no cabelo, a cadeira tem dispositivos, etc). Quanto ao ingresso pro Madame Tussauds, eu paguei £20, mas esse valor é promocional para grupos. O valor inteiro acho que é £28. E tem o mesmo museu em Amsterdam! Ihul!



A saída do museu e volta pra Cambridge foi uma comédia. Vou explicar por partes:

1. Como fomos com uma excursão e pagamos a passagem de trem mais barata, precisávamos voltar todos juntos, porque se alguém parasse a gente na estação, tínhamos que nos apresentar como grupo. Detalhe: o guia não avisou isso antes.

2. A excursão marcou de sair do museu às 16h40, mas chegamos lá super tarde. Na hora de ir embora, eu, Denise e Adriana não tínhamos nem terminado de ver os bonecos. Então, como o passe de trem pode ser usado em qualquer horário, decidimos ver tudo com calma e voltar pra Cambridge mais tarde.

3. Lá por 18h, quando estávamos saindo do museu, o guia nos liga perguntando onde a gente estava e dizendo que tínhamos que estar na estação de trem até 18h50 (horário do próximo trem pra Cambridge). Detalhe: a gente sabia que tinha uma estação de metrô perto, mas não sabíamos como chegar em King’s Cross.

4. Saímos correndo do museu, olhamos nosso mapa e conseguimos nos localizar. Pegamos dois metrôs e estavámos em King’s Cross às 18h30. Depois dessa (e depois de atrasar a excursão diversas vezes por parar bater foto), o guia nunca mais vai querer estudantes brasileiros no grupo!


Na segunda-feira, tivemos prova de nível na Kaplan, que acontece a cada quatro ou cinco semanas e, se você fizer mais de 75% da prova, pode subir de nível. Foi minha primeira e única prova, e consegui subir pro avançado. Começo semana que vem na nova turma.


Essa semana, fiquei realizada em Cambridge! Finalmente, encontrei o Cafe Brazil que os brasileiros sempre comentam. É um restaurante/loja que vende produtos brasileiros. Eu e a Iara fomos lá um dia depois da aula e quase abraçamos a dona do lugar quando vimos bis, pão de queijo, biscoito de polvilho, sonho de valsa, feijão preto e guaraná. Todo sábado tem feijoada! Essa semana, finalmente, vou comer arroz e feijão. Na verdade, pelo que entendi, a dona é portuguesa e a feijoada não é uma FEIJOADA de verdade, mas tá valendo!


SAUDADES, BRASIL! SAUDADES, COMIDA DO BRASIL!