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segunda-feira, 25 de maio de 2015

New York, New York....

“Eu não estive em todo lugar, mas está na minha lista...”

Ahhh New York... demorei muito pra escrever este texto porque New York é simplesmente New York e fica difícil descrever toda a magia e as peculiaridades desta cidade única. Já fui duas vezes a Nova York e em ambas fiz os passeios clássicos, já que estava com pessoas diferentes e todas visitavam a cidade pela primeira vez. Vou tentar reunir aqui todas as informações que eu lembrar e depois complemento se for o caso.


Nova York realmente merece o posto de uma das cidades mais visitadas do planeta! Ela reúne tudo aquilo que um turista procura: cultura, arte, lazer, diversão, paisagens, encantamento e um pouco de loucura. Caminhar por suas ruas, tomar um café em uma de suas centenas de cafeterias, curtir o sol no Central Park, bater perna pelas lojas, observar o ritmo de vida dos seus moradores... Nova York nunca dorme, está sempre ali: frenética esperando pela gente.

Uma dica é logo de cara arranjar um mapa da cidade e outro do metrô, assim você já descobre o que é perto e organiza os seus dias. Uma coisa que não se pode perder em Nova York é tempo! Tenha em mente os lugares que deseja visitar, programe o despertador para bem cedo, comece o dia em uma das suas muitas cafeterias e bom passeio!

Na primeira visita a Nova York comprei o New York City Pass, compensou porque estava nos planos visitar todas aquelas atrações e economizamos bastante, além de pular algumas filas. Já da segunda vez tínhamos menos tempo e tivemos que optar por alguns museus e passeios, então já não compensava tanto. Todas as informações (preços e passeios inclusos) estão neste link.

Muitas pessoas que visitam Nova York usam aqueles ônibus de turismo que param em vários pontos. Eu particularmente gosto de explorar as coisas por conta, com um mapa da cidade e um do metrô em mãos, mas para quem não fala bem inglês ou quer evitar perrengues, acredito que vale a pena. Na Times Square há várias empresas que oferecem este tipo de passeio, com pacotes de acordo com o número de dias que você ficará na cidade.

Ver Nova York de cima é um passeio imperdível. Visitei tanto o Empire State Building quanto o Top of the Rock, no Rockefeller Center. Os dois são demais, mas se o tempo na cidade for curto, recomendo subir no Empire State. Achei tanto a vista quanto a estrutura mais legal. Uma dica é subir no final da tarde e esperar anoitecer lá em cima, aí você já curte a vista de dia e à noite.




A Estátua da Liberdade é outro passeio imperdível e há duas opções: fazer um passeio de barco em torno da ilha de Manhattan que passa perto da Estátua e fica parado um pouco para fotos, ou pegar o ferry até a ilha em que fica a Estátua e descer lá. Eu, particularmente, prefiro a primeira opção, porque o passeio em torno de Manhattan é maravilhoso e o barco chega bem pertinho da Estátua, garantindo boas fotos, mas tudo depende do desejo da pessoa de descer ou não na Liberty Island. Nas duas vezes que fiz este passeio ventava demais, então recomendo levar uma jaqueta e, caso seja outono ou inverno, ir beeem agasalhado se quiser ficar em cima e curtir melhor o passeio.  Na maioria dos hotéis tem folders das empresas de barco que fazem estes passeios e de qual píer sai, não lembro com qual fizemos, mas todas fazem basicamente o mesmo percurso e os preços são bem similares. Já o ferry, se não estou enganada, você pega no final do Financial District, como não fiz este passeio não sei maiores detalhes.






Uma dica é aproveitar o dia para bater perna e visitar as atrações turísticas, e deixar as compras pra mais tarde. A maioria das lojas fecha tarde, principalmente na Times Square, então o consumismo pode esperar o sol se pôr, além de não precisar ficar carregando sacolas o dia inteiro.

Gente, o Central Park é enoooorme, impossível visitar todo ele. O legal é assim que chegar ao parque encontrar um quiosque de informações e já pegar um mapa, aí você seleciona o que deseja visitar e se organiza, mas não deixe de se perder pelas suas trilhas e caminhar sem rumo entre as suas árvores também. Uma coisa deliciosa é simplesmente sentar na grama e ficar observando o contraste da natureza com os arranha-céus, a calma e tranquilidade que o local transmite no meio da loucura nova-iorquina. Um passeio que NÃO vale a pena é o zoológico do Central Park, fomos da primeira vez e achamos que iríamos encontrar vários animais legais, por causa do filme “Madagascar”, mas não tinha nada de interessante e é super pequeno (acho que o leão, a zebra e a girafa ainda não acharam o caminho de volta pro zoológico hahahaha).

O bacana do Central Park é que várias atrações são perto dele, como o Museu Americano de História Natural (gente, esse museu é DEMAIS!!!!!) e o Museu Guggenheim, então você pode sair do museu e dar uma parada para descansar no parque. Outra dica é percorrer toda a 5ª Avenida e terminar nele. Aliás, no encontro da 5ª Avenida com o Central Park está a famosa loja de vidro da Apple, sempre entupida de brasileiros, mas os vendedores são muito atenciosos e o wifi é liberado haha então vale a pena entrar e navegar um pouco na internet se precisar de alguma informação. Aliás, essa dica sempre é válida pra qualquer viagem - wifi grátis na cara de pau: McDonald’s, Starbucks e loja da Apple – não tem erro! ;)







Reserve pelo menos meio dia para visitar o Financial District, com destaque para o Memorial do 11 de Setembro (o museu inaugurou no ano passado, não visitei AINDA), o Charging Bull e uma das melhores vistas da Ponte do Brooklyn. Outros dois bairros perto e que valem a visita rápida são Chinatown e Little Italy, é possível ir a pé de um para outro, inclusive dá para ir a pé do Financial District até eles (eu fiz e recomendo!). Chinatown é igual em qualquer lugar do mundo: uma confusão e gritaria, mas é interessante para conhecer e entender melhor a cultura deles. Little Italy é bem mais charmosa e quieta, com deliciosos restaurantes italianos com suas mesinhas na calçada, ideal para a hora do almoço. Se estiver disposto a caminhar mais um pouco, ali do lado está o SoHo, um bairro bem mais tranquilo e residencial, perfeito para bater perna por suas lojas calmas, tomar um café, observar sua arquitetura e se imaginar dentro do seriado “Friends”. Nem parece que estamos em Nova York.








E, finalmente, a Times Square... ahhhhh, a Times Square! Uma loucura deliciosa! Durante o dia é mais tranquilo (mas não necessariamente TRANQUILO) caminhar, visitar as lojas, tirar fotos, mas final da tarde e à noite o negócio bomba! Pessoas entrando e saindo dos musicais da Broadway, lojas cheias, um show de luzes nos telões, turistas se amontoando em busca do melhor ângulo pras fotos, pessoas fantasiadas abordando os visitantes... Uma loja que eu acho muito legal é a da M&M’s (1600 Broadway), tem muito produto inusitado e divertido. Também recomendo visitar o museu de cera Madame Tussauds (234 W 42nd St), como já tinha ido em Londres e Amsterdam não fui de novo, mas acho demais e rende ótimas fotos. 



Nova York tem muuuitas outras atrações, como a sede da ONU, inúmeros museus, restaurantes para todos os gostos, passeios alternativos, musicais e outros espetáculos, e com certeza não importa quantas vezes você visite Nova York, ela sempre será uma cidade surpreendente!

Nova York, que saudades de você!!!! <3


Hotéis

As duas vezes peguei hotéis na Times Square e super recomendo. Dá para ir a pé a vários locais, como o Central Park e o Empire State, se você estiver disposto a caminhar, além de ter estações do metrô super perto e várias atrações, restaurantes e lojas na região. Outro ponto positivo é que você pode levar as compras até o hotel, já que a Times Square está no coração da cidade, e à noite não precisa se preocupar com táxi ou metrô para ir embora do agito.

The Milford Plaza – Da primeira vez ficamos hospedados no Milford Plaza. Este hotel é enorme, mas novinho. Os quartos, apesar de pequenos, têm uma decoração moderna e o atendimento é ótimo. O único problema é que não tem internet, precisava pagar separado e custava U$ 15 o dia (por sorte tinha um McDonald’s do lado e nós íamos lá usar o wifi hahaha). Naquela época ele estava em reforma, então os preços estavam acessíveis. Fui ver novamente no ano passado e estava mega caro. Acabei de descobrir que ele mudou de nome, agora se chama ROW NYC. (700 8th Ave)

Equity Point – No ano passado todos os hotéis estavam muito caros, então eu e minha mãe resolvemos ficar em um albergue. Já tinha me hospedado nessa rede em Barcelona e Madrid, então já conhecia o sistema e sabia que era bom. Pegamos um quarto duplo, com banheiro privativo, então foi como um hotel, mas muito mais simples. Como íamos no quarto só tomar banho e dormir, foi ótimo e o custo/benefício valeu demais a pena. Além disso, eles têm café da manhã e economizávamos uma refeição. (206 W 41st St)


Restaurantes

Tenho duas sugestões de restaurantes deliciosos, baratos e muito bem localizados (Times Square).

Junior’s – Um dos melhores hambúrgueres que já comi na vida. Todos os pratos são muito bem servidos e as sobremesas também são divinas. Fomos à loja da Times Square e geralmente tem fila, principalmente no jantar, mas vale a pena a espera. Os garçons são muito atenciosos. (West 45th St. between Broadway and 8th Ave)

Carmine’s – Conheci este restaurante em Las Vegas com duas amigas e quando vi que tinha em Nova York, já anotei para levar a minha mãe. Ele também fica na Times Square e é muito gostoso. Os pratos são enormes e servem tranquilamente duas pessoas, até três dependendo da fome. O clássico deles é o macarrão com almôndegas (divino!). Também tem fila, mas se você estiver com pressa é possível comer no balcão. Nós fizemos isso e valeu a pena, porque a fila estava enorme. (200 W 44th St)


Compras

Fazer compras em Nova York é uma perdição só e um programa delicioso. Alguns preços são um pouco mais alto que no restante dos EUA (pelo menos na região da Times Square), mas mesmo assim tudo é muito mais barato que no Brasil. A maior loja do mundo, a Macy’s de Nova York é o sonho de consumo de todo turista. Ela tem sete andares, se não me engano, e todas as marcas, sempre com ótimas promoções. Além disso, a Macy’s oferece 10% de desconto para turistas, basta pedir na hora do pagamento e apresentar o passaporte (NÃO ESQUEÇAM!!).

Para eletrônicos, recomendo muito a B&H (420 9th Ave) e a Best Buy (529 5Th Ave / 622 Broadway / 52 E 14Th St). As duas trabalham com várias marcas e os preços são bons. Na primeira vez que fui comprei meu notebook na B&H e minha máquina fotográfica na Best Buy, nas duas o atendimento foi ótimo e não tive problemas com os produtos. E o legal é que você sempre encontra brasileiros nestas lojas, então se tiver dificuldades para se comunicar sempre tem alguém para ajudar.

Outra loja que vale a visita é a Century 21 (geeente, que perdição). Esta loja vende coleções antigas de diversas marcas famosas (e outras não tão famosas) a preços ótimos! Excelente lugar para comprar bolsas, camisas, casacos, acessórios, etc. Fui a duas lojas desta rede, a maior delas perto do Memorial das Torres Gêmeas (22 Cortlandt Street) e outra um pouco menor do lado do Central Park (1972 Broadway). Em ambas saímos cheias de sacolas hahaha.

Falando em loja barata, quando estava na Califórnia, na primeira semana eu e as meninas que moravam comigo alugamos um carro e fomos fazer compras numa sexta-feira à noite. Estávamos dirigindo bem calmamente quando a turca começou a gritar STOP STOP. O motivo de tamanha euforia é que ela tinha avistado uma Marshall’s e uma T.J.Maxx no caminho (acho que ainda não falei delas aqui). Não conhecia estas lojas, mas elas seguem o mesmo estilo da Century 21 e vendem coleções antigas a preços ótimos. Na Califórnia, eles brincam que é loja de mexicano (realmente, só tem mexicano lá hahaha), mas comprei várias coisas legais: uma sapatilha linda da Michael Kors, uma bolsa da Michael Kors, um mocassim da Calvin Klein... vale a pena e tem pelos EUA inteiro, geralmente são lojas enormes e super bagunçadas, porque a galera vai provando as coisas e largando em qualquer lugar.


Nova York, qualquer dia a gente se encontra!

E no final, all we need is....

  
Ah, essa escultura fica na esquina da 6th Avenue com a 55th Street – deixo o endereço aqui porque queria muito uma foto com ela e demorei pra encontrar haha e a briga pra conseguir uma foto é grande!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mi Buenos Aires Querido

Ahh Buenos Aires, se eu lembrasse que você era tão simpática, com certeza teria voltado antes. Passei pela charmosa capital argentina em dezembro de 2004, quando voltávamos de Ushuaia, e não tinha muitas lembranças daquela época, apenas alguns fragmentos da cidade. Este ano, decidimos passar o Carnaval, afinal é tão pertinho de Curitiba e ainda conseguimos um voo direto, ou seja, em menos de duas horas estávamos lá. Ficamos quatro dias inteiros e deu pra aproveitar demais, conhecer várias coisas, explorar os pontos turísticos, fazer compras na Farmacity e comer bem e barato!

Gente, Buenos Aires é muito bonita, simpática e charmosa. Ela mistura um ar cosmopolita e moderno com construções antigas e em alguns momentos até parece que estamos na Europa. Sério, voltei muito apaixonada e moraria fácil por lá, que cidade mais gracinha! Como tínhamos quatro dias e estávamos com meus avós, tivemos que pegar leve no ritmo e adaptar algumas coisas para agradá-los. Como pegamos quatro dias de muito sol, deu para aproveitar tudo e caminhar demais! Além disso, nosso hotel era bem localizado e usamos apenas táxi.


Nosso roteiro foi basicamente assim:
Dia 1 Teatro Colón, Obelisco, Casa Rosada, Calle Florida, Porto Madero, Recoleta.
Dia 2 – Boca Juniors, El Caminito, Feira de San Telmo.
Dia 3 – Cemitério da Recoleta, Floralis Generica, El Rosedal, Zoológico, Palermo.
Dia 4 – Dia livre para minha vó fazer um passeio no bairro do Papa, últimas comprinhas, voltinhas, etc.

Pegamos um mapa bem completo na recepção do hotel e fomos nos aventurar. No primeiro dia saímos do hotel às 9h da manhã e a ideia era fazer um circuito a pé por estes pontos, já que são todos pertos. Como já conhecíamos o Teatro Colón por dentro não entramos desta vez, mas eles possuem visitas guiadas em espanhol e inglês por 180 pesos. Do Obelisco, seguimos até a região da Casa Rosada, que é muito bonita. Lá vale sentar na praça e admirar as construções. Saímos dali na hora do almoço e fomos pra Calle Florida, atravessando toda ela até a Galerías Pacífico, um shopping chique que reúne somente lojas de marcas e os preços não são nem um pouco atraentes. Vale a pena entrar apenas para conhecer ou comer algo na praça de alimentação. Dali, descemos direto pro Porto Madero, onde modernas construções contrastam com o restante da cidade. Caminhamos na beira do porto, tomamos um sorvete no Freddo e ficamos um pouco por ali admirando a beleza da região. Depois, como meus avós estavam muito cansados, pegamos um táxi, deixamos eles no hotel e saímos caminhar na Av. Santa Fé, uma das mais movimentadas da cidade.













No domingo cedo pegamos um táxi até o estádio do Boca Juniors. Como era dia de jogo, ele estava fechado para visitação e vimos apenas por fora. Meu irmão voltou lá na terça para conhecer o museu e o campo. Aliás, ele foi ao estádio do River Plate também em outro dia. Continuando, caminhamos cinco quadras do estádio do Boca até El Caminito, onde passamos o resto da manhã nas lojinhas. O El Caminito não tem nada de mais, muito pelo contrário, está bem caidinho, mas continua sendo cartão portal de Buenos Aires e parada obrigatória. No final da manhã, pegamos um táxi para o bairro de San Telmo, onde acontece uma famosa feira todos os domingos. O ambiente é super gostoso, com artistas, barraquinhas de produtos locais, objetos antigos, couro, souvenirs, etc. A famosa estátua da Mafalda fica na esquina das ruas Defensa e Chile. Naquele dia havia uma fila enorme e eu desisti de tirar uma foto sentada no banco. A feira é enorme, estendendo-se por cerca de dez quadras, e termina quase na Casa Rosada. Aproveitei que já estava ali por perto mesmo e dei mais uma volta na Calle Florida, troquei mais alguns reais e depois ainda bati perna pela região do hotel.









Na segunda-feira, começamos pelo Cemitério da Recoleta, onde estão os restos mortais de importantes personagens da história argentina, como a Evita. De lá, descemos a pé até o parque onde se encontra a Floralis Generica, uma flor de metal gigante que é um dos símbolos da cidade. Ela estava em manutenção, mas mesmo assim garantimos as nossas fotos e de lá pegamos um táxi direto pro zoológico de Buenos Aires. Este não é aquele zoológico polêmico onde você encosta nos animais e tal. Este fica na cidade de Luján, distante 80 km de Buenos Aires, e optamos por não visitar, primeiro porque levaria um dia inteiro o passeio, e segundo por não concordar com o modo como eles tratam os animais. Este zoológico que visitamos fica no bairro de Palermo e tem vários animais legais (entrada: 140 pesos). Fomos mais porque meu vô adora bichos e nunca tinha visitado um zoo, mas valeu a pena. Tem elefante, girafa, zebra, leão, camelo, onça pintada, tigre, urso, etc. A estrutura e a sinalização deixam a desejar se compararmos com zoológicos de outras grandes cidades, mas se você nunca visitou um zoológico de verdade, fica a dica! Logo depois, caminhamos mais um pouco por aquela região e um sorveteiro indicou conhecer o Rosedal de Palermo, no Parque 3 de Febrero, com mais de 18 mil rosas. Um lugar lindo e de graça. De acordo com o sorveteiro, é muito mais bonito que o Jardim Japonês!










Antes de voltar para a região do hotel ainda caminhamos até o shopping Paseo Alcorta. Tinha lido em alguns blogs que valia a pena ir até o Carrefour deste shopping para comprar maquiagem e itens de higiene. Sinceramente, não vale a caminhada! Não havia quase opções e os preços eram os mesmos da Farmacity. No final conseguimos somente alguns shampoos em promoção e aproveitamos pra comprar alfajor. De lá, pegamos um táxi pro hotel e fomos novamente até a Calle Florida e o centro bater perna. Nesta região de Palermo há diversos museus e parques, como o Jardim Botânico, Museu de Arte Decorativa, Museu Nacional de Belas Artes, etc. Nós não visitamos nenhum, mas para quem curte museus pode ser interessante.

No último dia, minha vó quis visitar o bairro onde o Papa morava e eu fiquei no hotel fazendo check out pela manhã. Depois caminhamos um pouco pela Recoleta e San Nicolas, e em algumas lojas antes de seguir pro aeroporto. Uma coisa que eu não sabia é que na Argentina também tem Carnaval como aqui, e segunda e terça-feira era feriado. Então algumas lojas não abriram, assim como os bancos oficiais, ou seja, mesmo que não quiséssemos, teríamos que trocar nosso dinheiro no câmbio paralelo.

Super dica: os amantes de livros PRECISAM conhecer a livraria El Ateneo da Av. Santa Fé. O espaço era um antigo teatro que foi todo reformado, mas teve a sua estrutura preservada, e hoje abriga uma livraria MARAVILHOSA de quatro andares, sendo que o palco se transformou em café. Se eu morasse em Buenos Aires, montaria uma cabana ali dentro. :)


Hotel: Ficamos no Hotel Americas Towers, do lado do Teatro Colón e atrás da Avenida 9 de Julho, super bem localizado, quartos grandes e espaçosos, chuveiro muito bom, café da manhã bem completinho e funcionários super atenciosos. Recomendo!

Outra dica bacana é sobre o câmbio. Li em vários blogs que o ideal era levar real ou dólar e trocar no câmbio paralelo, mas ninguém dava mais detalhes e chegamos lá um pouco perdidos. Levamos uma quantia mínima de pesos, alguns dólares que sobraram dos EUA ano passado e mais reais. Realmente, a maioria dos restaurantes, taxistas e até lojas aceitam real tranquilamente. No comércio e táxi, a cotação estava basicamente 4 pra 1. Já nos restaurantes estava melhor, chegando a até 5 pra 1 (geralmente na porta tem um aviso com o valor do real, dólar e euro). Porém, vários blogs falavam que estes restaurantes faziam câmbio, mas nós não encontramos nenhum que fizesse. Eles aceitam pagamento em qualquer uma destas quatro moedas, mas nenhum troca dinheiro. O único lugar que encontramos cambistas foi na Calle Florida, a principal rua de comércio de Buenos Aires. Lá é super comum encontrar dezenas de pessoas gritando "câmbio", aí você dá uma pechinchada, uma choradinha e fecha com aquele que transmitir mais confiança, se é que isso é possível hahaha resumindo, vai na fé! Estes cambistas vão contigo até uma galeria onde é feita a troca, simples, rápido e não muito seguro. Fizemos estes câmbios umas três vezes e não tivemos problemas com notas falsas, nem nada. É um risco a se correr hehehe na rua conseguimos entre 4,20 e 4,35 pra 1. Uma dica que eles deram é tentar fazer estas trocas de moeda em dia de semana, porque os bancos oficiais estão abertos e eles precisam competir com eles, nos finais de semana e feriados os cambistas controlam e definem o preço. Oooutra coisa, como falei antes, restaurante compensa muito pagar em real ou dólar porque a cotação é maior.

Falando em restaurante, estávamos em cinco pessoas e o máximo que gastamos em uma refeição foi R$ 195 para os cinco, com gorjeta e cafezinho. Isso foi um almoço de verdade com bife de chorizo. Na média gastávamos entre R$ 100 e R$ 140 por refeição para o grupo todo. Muito barato, porque a comida é realmente muito boa! Táxi lá também sai barato, não sei quanto gastamos, mas foi pouco. E como estávamos em cinco, sempre dávamos uma choradinha e algum taxista topava levar todos nós no mesmo carro.

Uma coisa que várias pessoas falaram foi para tomar cuidado com os pertences em táxis e, principalmente, na rua. Sinceramente, não senti muito medo em Buenos Aires. Havia bastante policiais nas ruas e em nenhum momento me senti ameaçada. Claro que andamos cuidando com bolsas, máquina, celular, mas me senti muito mais segura que em São Paulo ou no Rio de Janeiro, por exemplo. Temos que estar atentos sempre, mas a capital argentina não é uma cidade que transmite medo aos turistas.

Quanto às compras, não achei os preços lá muito bons não. A única coisa que valia a pena eram itens de higiene pessoal na Farmacity, como demaquilante e tônico facial, e os cremes da St. Ives <3. Os preços eram basicamente os mesmos em todos os lugares, então compramos tudo na Farmacity mesmo, com exceção dos alfajores e vinhos que pegamos no Carrefour. Tirando isso, achei os preços iguais aos daqui, nada de extraordinário. Passamos pelo Duty Free de Curitiba ~que não existe por razões de reforma~, pelo do desembarque de Ezeiza ~bem pobrinho, nem animou comprar nada~, pelo do embarque do Aeroparque ~tinha promoção de cremes e colônias da Victoria’s Secret (3 por U$33)~ e do desembarque em Guarulhos ~bem grande, bonito e com marcas ótimas, mas sem promoção de VS~. Desta vez comprei apenas três colônias da VS e um perfume, porque no sábado deu a louca e encomendei uma go pro com um amigo que tá voltando dos States, então com o dólar nas alturas segurei os gastos. Ah! Vi os preços dos batons da MAC no Duty Free, na Argentina estavam a partir de U$ 22, e no Brasil de U$ 20,50.


Enfim, Buenos Aires é tudo de bom! É um passeio bem legal para um feriadão, já que as atrações são perto e dá para visitar bastante coisa em cada dia, além de ser uma cidade muito gostosa!