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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Última parada: a acolhedora Madrid e a exótica Toledo

E depois de muita aventura, chegamos ao nosso último destino: Madrid! Como já era de se esperar, depois de 25 dias turistando por terras distantes e encarando o famoso verão europeu, desembarcamos na capital espanhola mega cansados (tanto que uma manhã tomamos café, voltamos para o quarto pegar as mochilas e dormimos hahaha acordamos perto do meio-dia completamente perdidos). Acolhedora e encantadora, Madrid é daquelas cidades que reserva uma surpresa a cada esquina, com suas construções majestosas, parques e praças.


Com mais de seis milhões de habitantes, contando a região metropolitana, estima-se que mais de 15% da população é formada por estrangeiros de mais de 180 nacionalidades diferentes, com destaque para os equatorianos, bolivianos, peruanos, marroquinos e chineses. Localizada no centro da Espanha, os 615 km que a separam de Barcelona viram fichinha diante da velocidade do trem. Ahh, que saudades dos trens europeus!

Uma das grandes atrações de Madrid é passear por suas ruas, com belas vistas e uma surpresa a cada esquina. Claro que a vida cultural também é destaque por lá. O Museo del Prado é o mais famoso da capital, com obras de artistas como Goya e Velazquez. Recomendo ainda a visita ao Templo de Debod, um templo egípcio doado ao país em 1.968, com uma vista maravilhosa e um lindo jardim, e ao Parque del Buen Retiro, com suas belíssimas fontes e seu lago majestoso. O Palácio Real de Madrid também chama a atenção dos turistas com sua grandiosidade, assim como a Plaza Mayor, que reúne restaurantes e cafés e já foi palco de execuções durante a Inquisição e touradas.








TOLEDO

Se algum dia visitar Madrid, não deixe de incluir a bela cidade de Toledo ao seu roteiro. Considerada Patrimônio da Humanidade desde 1.986, basta um dia para explorar suas ruas e fazer uma verdadeira viagem no tempo. É possível sair da capital espanhola pela manhã e retornar ao final do dia, o percurso de trem dura cerca de 30 minutos. Localizada sobre um pontal rochoso à beira do Rio Tejo, Toledo sempre foi muito cobiçada e tem sua história calcada no convívio entre cristãos, judeus e muçulmanos.



A diversão está justamente em caminhar pelas suas ruas, observar a arquitetura medieval, os labirintos e as vistas. Tudo simplesmente maravilhoso! Apontada por alguns como uma segunda Roma, coube a Miguel de Cervantes definir com precisão Toledo, um verdadeiro “berço de civilizações”, ao fazer Quixote passear pela região.





Nove cidades, cinco países, muitas aventuras, risadas e momentos inesquecíveis depois, chegava a hora de retornar (depois de passar a noite dormindo no chão do aeroporto!), com a certeza de que viajar é a melhor coisa que existe!


Promessa cumprida! De repente volto aqui mais vezes...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Barcelona: paixão à primeira vista

Após conhecer os encantos e comprovar a magia de Paris, partimos para o último país do roteiro: a deliciosa Espanha! O trem noturno da capital francesa para Barcelona, nosso próximo destino, foi muito tranquilo. Pegamos quarto individual e nos divertimos muito com um aplicativo de piadas do iPhone até pegarmos no sono. Despertamos na capital da Catalunha, no nordeste do país, e de cara descobrimos que pouco tempo é mais que suficiente para qualquer turista se apaixonar por Barcelona. Na cidade que reúne muitas das obras de Gaudí, a magia está nos seus majestosos pontos turísticos, mas também em cada esquina, cada praça e na sua animada vida noturna. Segunda maior cidade espanhola, atrás apenas da capital, Madrid (nosso próximo destino), Barcelona é a maior metrópole de toda a costa mediterrânea.


Após acomodar os mochilões no albergue e arranjar um mapa da cidade, partimos direto para o Park Güell, projetado por Antoni Gaudí, famoso por seus elementos arquitetônicos e considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, desde 1984. Com uma vista espetacular da cidade, além das suas cores e arquitetura irreverente, o Park tem uma história curiosa: Eusebi Güell, um rico empresário da região, comprou 17 hectares da montanha El Carmel para transformá-los em um luxuoso condomínio, entregando a Gaudí a responsabilidade de projetar o espaço. Comercialmente, e para alegria da população de Barcelona, o projeto não deu certo e a área foi transformada em parque público na década de 20, pensado para promover a integração entre natureza e arquitetura. Uma das casas levantadas abrigou o artista de 1906 a 1925 e, nos dias de hoje, é a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objetos pessoais e obras do artista. A entrada no Park é gratuita. A arquitetura realmente é um dos destaques de Barcelona, cujo maior símbolo é a Sagrada Família. Monumento mais visitado da Espanha e obra prima de Gaudí, a construção da igreja iniciou em 1882, mas Gaudí assumiu o projeto no ano seguinte e se dedicou a ele até sua morte. Em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, as obras ficaram um período suspensas e ainda não foram finalizadas.





A região central da cidade também reúne muita cultura, boa gastronomia e atrações para os turistas de plantão. A Plaza Catalunya, maior e mais central praça da cidade, pode ser o ponto de partida para explorar o centro de Barcelona, afinal, é dali que saem algumas das principais vias da cidade, como Passeig de Gràcia e La Rambla, além de oferecer nos seus arredores centros de informações turísticas, diversas lojas e muitas linhas de ônibus e metrô. Pequenas ruas que se encontram formam a região conhecida como Las Ramblas, uma espécie de calçadão cercado de árvores e repleto de turistas o dia inteiro, que atrai a atenção com seus artistas de rua, lojinhas, restaurantes, cafés, floriculturas...

Impossível ir a Barcelona e não molhar os pés nas águas azuis do Mar Mediterrâneo, além de conhecer a região praiana da cidade, que abriga um dos portos mais movimentados do Mediterrâneo. Menos turística que a região central e os monumentos de Gaudí, a área tem suas belezas, centros comerciais, praças, além de oferecer passeios de barco. Passamos a manhã na região e logo depois do almoço seguimos para Montjuïc, colina localizada na zona sudoeste, de onde é possível ver o porto e a parte antiga da cidade. Lá, escapamos um pouco do ar cosmopolita de Barcelona, curtimos lindas paisagens, natureza e paz. Considerada a maior área verde da cidade, o Parc de Montjuïc reúne várias atrações, como o Castell de Montjuïc e o Jardí Botànic, além do Complexo Olímpico de 1992.





Para fechar com chave de ouro o dia e seguindo as dicas da minha mãe, visitamos o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), um antigo castelo medieval. Em frente ao Museu está a Plaza de España, famosa por suas esculturas, e a primeira Plaza de Toros da cidade, conhecida por suas touradas até 1977, transformada em centro comercial, o shopping Arenas de Barcelona. Porém, a grande atração é a Font Mágica de Montjuïc, que proporciona belas apresentações de água, música e luz aos visitantes. Os shows acontecem em dias e horários específicos, de acordo com a época do ano. Vale muito a pena!




Visitamos ainda o Camp Nou, estádio do Barcelona, classificado como cinco estrelas pela União das Federações Europeias de Futebol. Inaugurado em 1957, o estádio é muito bonito e possui um pequeno museu, que conta a história e os títulos do clube.



Deixamos Barcelona com gostinho de quero mais... que venha Madrid!

DICAS:
1. Muitas pessoas falaram para termos cuidado em Barcelona para não sermos furtados. Não aconteceu nada com a gente, mas meu irmão teve o iPod roubado lá este ano e a filha de uma amiga da minha sogra foi roubada, levaram até o passaporte. Então, atenção redobrada nunca é demais!

2. Deixamos para comprar o passe de trem de Barcelona para Madrid direto lá. Furada! Perdemos muito tempo, mais de duas horas, na fila da estação de trem. Se você já tem os trechos e datas definidos, melhor comprar tudo de uma vez e evitar perder tempo com isso durante o passeio.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ahhhhh Paris....

Ahhhhh Paris.... Paris é PARIS!


Poderia finalizar o post por aqui, simplesmente porque faltam palavras para descrever o quanto a Cidade Luz é encantadora e fascinante! Independente de quantas vezes voltar a Paris (espero que muitas), com certeza ainda faltará tempo para conhecer tudo o que ela tem a oferecer...

Chegamos a Paris no começo da tarde, depois de pegar um trem mega rápido em Amsterdam. Pela primeira vez, tivemos que usar um táxi para chegar até o hotel, porque Paris tem várias estações de trem e a cidade é muito grande. Falando em táxi, no dia de ir embora também chamamos um e chegou uma Mercedes mega chique na porta do hotel com um motorista. Olhamos e pensamos: pronto, acabaram nossos euros e ainda temos duas cidades. Enquanto pensávamos em uma forma de dispensar o rapaz e chamar um táxi “normal”, o recepcionista do hotel ria da nossa cara. Decidimos encarar e no final deu tudo certo, o preço foi normal e achamos o máximo!

Aproveitamos o resto do primeiro dia para passear a pé pelas redondezas do hotel, às margens do Rio Sena, já que logo iria anoitecer. Encontramos várias praças e monumentos pelo caminho...



No dia seguinte, pegamos nosso mapa e fomos conhecer vários lugares que são bem próximos: a Catedral de Notre Dame (linda, em estilo gótico, rodeada pelas águas do Rio Sena), o Pantheon, o Jardim de Luxemburgo (o maior parque público da cidade, com mais de 224 mil m²), a parte externa do Museu do Louvre e no final do dia demos um pulinho na Galeria Lafayette. Passear a pé pelas cidades é muito mais interessante e surpreendente do que se deslocar de metrô pra cima e pra baixo. Óbvio que cansa mais, principalmente no verão, mas vale muito a pena! Paris é recheada de prédios antigos e deslumbrantes, avenidas charmosas, ruas encantadoras, pontes maravilhosas, monumentos imponentes e praças floridas. É um show a céu aberto, tudo muito bem preservado.










No terceiro dia, nosso objetivo principal era a Torre Eiffel, passando pela região da Champs-Élysées, a Praça da Concórdia e o Arco do Triunfo, construído em homenagem aos exércitos da Revolução e do Império, na Praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées. A Avenida é um show à parte, com suas lojas de grife e muita gente bonita... naquele dia, estava acontecendo um evento nacional e algumas ruas estavam bloqueadas para receber o evento. A Torre Eiffel, ícone do país e uma das estruturas mais conhecidas no mundo, é o monumento pago mais visitado do planeta. Com seus 324 metros, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889. Até 1930, era considerada a estrutura mais alta do planeta, mas perdeu este posto para o Chrysler Building, erguido em Nova York naquele ano.





Ahhh a Torre Eiffel... gente, é um sonho! Um sonho lindo! Chegamos à Torre logo depois do almoço e, após tirar algumas fotos, encaramos a fila para subir. Não demorou muito e em menos de 1h estávamos lá em cima (preciso contar, tenho medo de altura e chorei na subida, porque o elevador era transparente e dava pra ver tudo lá embaixo hahahaha mas evolui e nem chorei no Empire State em NY \o/). A vista lá de cima é MARAVILHOSA! Depois, passeamos mais um pouco nos arredores da Torre, tiramos mais algumas centenas de fotos e fizemos um passeio de barco pelo Rio Sena. Voltamos antes do sol se por, batemos mais fotos, comemos pipoca e algodão doce, e catamos um fast food pra garantir nosso lanchinho para esperar o anoitecer e as luzes da Torre serem acesas. Como era julho, anoiteceu perto das 20h. Quando estávamos indo embora, lá pelas 22h30, a Torre começou a piscar, liiiiindo! Voltamos para o hotel com um sorriso enorme no rosto!









Na nossa primeira tentativa de visitar o Museu do Louvre, chegamos e a fila estava gigantesca, virando várias esquinas, e perderíamos fácil o dia por ali. Perguntamos para um guardinha que tentava organizar a confusão e descobrimos que no primeiro domingo de cada mês, a entrada é gratuita. Decidimos visitar o museu outro dia e partimos conhecer outros lugares, já que as coisas são relativamente perto. No dia seguinte, levamos menos de meia hora para entrar, ufa! O Louvre é lindo, por dentro e por fora, abriga mais de 35 mil obras e recebe mais de 8 milhões de visitantes todos os anos. Confesso que não sou a maior fã de museus e meu plano era entrar, arranjar um mapa, sair alucinadamente atrás da Mona Lisa, garantir minha foto e ir embora... impossível! Não ficamos o dia inteiro no museu, mas dedicamos algumas horas para passear pelas galerias, procurar obras famosas e almoçamos lá dentro mesmo, o restaurante deles é muito bom e barato!



Reservamos um dia para visitar a região da Basílica de Sacre Coeur, o ponto mais alto da cidade e que proporciona uma vista maravilhosa de Paris, e o Moulin Rouge, um tradicional e famoso cabaré construído em 1889. O bairro de Montmartre reúne várias lojinhas de souvenirs e artesanato, além de artistas locais, pena que faltou tempo para explorar com mais calma as ruelas. Precisávamos voltar ao hotel e ir para a estação, pegar o trem noturno rumo a Barcelona!



Conforme bem escreveu Ernest Hemingway: "Se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença continuará a acompanhá-lo por toda a vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel"!!!!