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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Torres del Paine

Nossa próxima parada seria na cidade de Puerto Natales, localizada na Patagônia Chilena. Este município, de aproximadamente 19.000 habitantes, é o principal ponto de partida para o famoso Parque Nacional Torres del Paine, que era nosso destino na manhã seguinte. Nesta altura da viagem, o frio aumentava progressivamente à medida que a quilometragem no painel do carro crescia. Puerto Natales é uma simpática cidade, foi o que percebemos em uma primeira caminhada em busca de um chocolate quente. Mas o frio e o vento nos levaram de volta ao hotel, de onde saímos somente para jantar. Na manhã seguinte partimos cedo para o Parque, que foi fundado no final da década de 50 e declarado Reserva da Biosfera em 1978, pela Unesco. Com uma área de cerca de 242.000 hectares, a natureza reserva surpresas como cascatas, lagos, rios, corredeiras, glaciares e as famosas Torres del Paine, que a névoa daquele dia nublado nos impediu de ver inteiras.





A Cordilheira Paine é mais jovem que os Andes, mas sua beleza é tão surpreendente quanto. O Parque oferece estrutura com bons hotéis e restaurantes, mas para quem busca economizar, a melhor opção é mesmo ficar em alguma cidade próxima. O frio e a neblina transformaram a paisagem em um verdadeiro cenário de filme. O barulho dos rios e das cachoeiras, assim como as trilhas para se chegar aos glaciares, requer fôlego e coragem. Em um dos locais, as árvores chamam a atenção com seus troncos furados e secos. O Parque Nacional Torres del Paine traz diversas opções de lugares para se visitar, fotografar e jamais esquecer!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Em cada curva, um suspiro

Quanto mais pro sul avançávamos, mais as paisagens surpreendiam. Em El Calafate, uma cidade com aproximadamente 5.500 habitantes, não foi diferente. Localizada na Província de Santa Cruz, perto da fronteira com o Chile, El Calafate é a localidade mais próxima do Parque Nacional de Los Glaciares, onde se encontra aquela que já foi considerada a oitava maravilha do mundo: a Geleira Perito Moreno. O parque possui 356 geleiras, mas Perito Moreno é a maior e mais famosa delas, com 5 km de largura e 60 metros de altura. Impossível descrever sua grandiosidade. É uma montanha branca que surpreende todos que chegam até lá.




O frio e o vento apenas completam o cenário, que é indescritível. O verde da natureza, o azul da água e o branco do glacial nos fazem ficar uma manhã admirando a beleza daquele lugar. Considerada uma das reservas de água doce mais importante do mundo, a geleira é a maior em extensão horizontal do planeta, mas o aquecimento global tem levando a uma diminuição da sua área. A estrada precária torna a aventura ainda mais emocionante. Quando se está quase chegando à geleira, é possível avistá-la de longe, o que aumenta ainda mais a curiosidade dos visitantes. Alguns metros depois da famosa “Curva do Suspiro”, o tamanho da geleira e a natureza ao seu redor não deixam dúvidas: Glaciar Perito Moreno foi uma das grandes surpresas da viagem.




domingo, 23 de novembro de 2014

Geisers del Tatio

Geisers del Tatio... eram eles que nos esperavam no dia seguinte. Talvez de todos os lugares que iríamos conhecer, esse era o que mais me deixava curiosa, principalmente por não conseguir imaginar como seria. Acordamos às 4h da madrugada, colocamos todas as roupas de inverno que levamos e mesmo assim passamos muito frio! A temperatura em nada lembrava o calor que fazia durante o dia, nem parecia que estávamos no meio do deserto mais árido do mundo. Como a estrada até os geisers era muito perigosa, fomos com uma excursão. Na van havia muitos europeus, com sua pele branca e seus cabelos loiros. Como a estrada era muito sinuosa, foi impossível dormir, e como ainda estava escuro, não conseguíamos ver muita coisa. Cansados e com muito sono, chegamos ao tão aguardado destino. O café da manhã seria lá mesmo nos geisers, o hotel preparou os lanches e a empresa de turismo montou uma mesa no campo geotérmico. Os ovos foram cozidos e o leite aquecido com a água fervente que saía da terra. Estávamos todos naquela expectativa para que algum gêiser jorrasse água.

 

Os Geisers del Tatio localizam-se a 98 km de San Pedro de Atacama e a 4.321m de altitude, sendo os mais altos do mundo, aos pés do vulcão Tatio e rodeados de altas montanhas. Quando chegamos, a temperatura estava em torno de -5°C e mesmo o vapor quente que saía dos geisers não nos aquecia. Situados em um terreno geotérmico, a grande atração era caminhar pelo solo vulcânico e observar os jorros de fumaça e água quente vindos das profundezas da Terra. Há dezenas de geisers de diversos tamanhos. E a maioria costuma expelir água durante o nascer do sol. Quando o astro começou a aparecer, a temperatura subiu para 0°C, mas a beleza era tamanha que o frio já nem nos incomodava mais. Timidamente, os geisers começaram a liberar água, até que um deles nos surpreendeu e alcançou mais de 10 metros de altura. A água subindo e os raios de sol batendo nela formavam uma paisagem perfeita. Pouco a pouco, outros buracos foram se manifestando e com o sol já posicionado, pudemos observar melhor as maravilhosas formações rochosas da região. Ao lado dos geisers existe uma enorme piscina natural, com água quente, onde era permitido banho. Como ainda estava muito frio, preferimos ficar apenas olhando e conhecendo a região.

 
 
 

No retorno a San Pedro, as blusas de lã e moletons foram ficando para trás. O calor do deserto e o sol ardente estavam lá para oferecer aos turistas mais um dia de aventura! Voltamos ao hotel, pegamos nossas coisas e partimos rumo ao Oceano Pacífico, com a certeza de que conhecer o Deserto do Atacama, suas formações naturais e suas paisagens únicas valeu a pena! Nosso principal destino ficava para trás, mas ainda havia muita estrada pela frente!