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segunda-feira, 18 de julho de 2011

albergues

Olá! Para começar, vou falar sobre os albergues e hotéis durante a viagem. Como expliquei anteriormente, fiz todas as reservas no site HostelBookers e foi super fácil. Recebi na hora a confirmação por e-mail e paguei 10% no cartão de crédito. O check in também foi super tranquilo. Todas as reservas deram certo, os valores bateram certinho com os que estavam na confirmação e eles pediam apenas o passaporte para confirmar que a reserva era minha.
 
Roma – Ficamos no Hostel Beauty. A localização é super boa, bem perto da estação de trem, onde é possível pegar as duas principais linhas de metrô da cidade. A entrada do hotel é bem antiga e o elevador não funciona direito (eles recomendam não utilizar). Ficamos um pouco assustados com isso, mas o hotel por dentro é bem limpo e o quarto e banheiro são bem bons. Tem wireless somente na recepção e uma cozinha pequena com geladeira e microondas para quem quiser cozinhar ou apenas guardar comida. O recepcionista foi bem gente boa e nos deu várias dicas bacanas do que visitar. O único problema é que não aceita cartão de crédito.
 
Pisa – Ficamos no Hostel Pisa. Na verdade, havíamos reservado um quarto com seis camas, mas a moça fez confusão e acabou nos colocando em um quarto de casal pelo mesmo preço. O albergue é pertinho da estação de trem e, como Pisa é super pequena, é fácil visitar tudo a pé. O quarto é pequeno e só tem a cama e uma escrivaninha. O banheiro é comunitário, mas bem grande e limpo. Como os quartos múltiplos têm banheiro dentro, o comunitário é usado por poucas pessoas e foi tranquilo tomar banho. O albergue aceita cartão de crédito e tem wireless.
 
Milão – Ficamos no Hotel Valley Milan. O hotel é bem perto da estação de trem e de dois pontos de metrô. Ficamos em um quarto de casal simples, que tem pia e chuveiro dentro, mas o vaso é separado e comunitário (não entendi a lógica, mas...). O quarto é razoável, com televisão e armário. Os recepcionistas não são muito simpáticos e nosso quarto, por ser no primeiro andar, dava quase pra calçada quando abria a janela. Aceita cartão de crédito e precisa pagar para usar a internet.
 
Veneza – Ficamos no Hotel Albergo Marin. Como optamos por ficar na ilha, pagamos um pouco caro, mas acho que valeu a pena. O hotel tem café da manhã, o quarto é bem gostoso, decorado e bonito, e a moça da recepção bastante atenciosa. O banheiro é comunitário, mas bem limpo e, como outros quartos têm banheiro próprio, não encontramos ele ocupado em nenhum momento. A localização também é boa, próximo à estação de trem, o único problema é atravessar a ponte e suas escadas para chegar do outro lado do canal, mas não tem outro jeito, já que não há carros e um barco táxi não ajuda em nada nesse caso. O hotel tem wireless apenas na recepção e aceita cartão de crédito. Ah! Eles estão colocando ar condicionado nos quartos.
 
Munique – Ficamos no Wombats City Hostel. O albergue é muito legal e super bem localizado, próximo à estação de trem e a um ponto de metrô. Ficamos em um quarto com seis pessoas e foi tranquilo demais, até porque o quarto é bem amplo, com três beliches e uma mesa central. O albergue tem wireless no primeiro andar, aceita cartão de crédito e fornece roupa de cama. O café da manhã é bem bom e custa 3,70 euros. É um albergue bem voltado pra jovens, mas havia pessoas mais velhas e famílias. O lugar é gigante, mas super organizado. Para entrar em cada andar, é preciso passar o cartão para liberar a porta, assim, cada hóspede só tem acesso ao seu andar e às áreas comuns. No primeiro andar, tem um lounge bem bacana, com sofás e redes, e um barzinho que bomba durante a noite (mas o barulho não atrapalha aqueles que querem dormir).
 
Amsterdam – Ficamos no Damrak Inn. Tínhamos feito a reserva para quarto múltiplo com seis pessoas, mas assim que chegamos havia um menino passando mal no quarto e, por sorte, ainda tinha um quarto duplo disponível. Mudamos na hora! O quarto é gostoso e o banheiro também. O problema era o fato de ser no último andar, não ter elevador e a escada ser horrível. O hotel não é muito bonito e a internet funcionava quando queria, pelo menos no meu notebook foi assim. Localiza-se próximo à estação de trem e a diversos pontos turísticos, e aceita cartão de crédito. Ah! Outro problema era o calor dentro do quarto (por ser no último andar, batia sol o dia inteiro e à noite não refrescava de jeito nenhum).
 
Paris – Ficamos no Hotel des Arts. O hotel é bem localizado, próximo a um ponto de metrô, não muito longe das estações de trem e, se você tiver pique, é possível ir a pé até a região de Notre Dame e o Museu do Louvre. O quarto é bem agradável e o banheiro bem bonito. Tem café da manhã, mas precisa pagar à parte e é bem carinho, não lembro quanto exatamente. O wireless funcionava somente na recepção e o elevador é minúsculo, mas pelo menos tem elevador. O quarto é bem limpo (inclusive, trocaram as toalhas todos os dias). Aceita cartão de crédito.
 
Barcelona – Ficamos no Equity Point Centric. O albergue é razoável. É bem localizado, perto das estações de trem e de pontos turísticos, e tem um ponto de metrô na frente. Ficamos em um quarto com seis camas e foi tranquilo, mas o quarto é bem menor que o do albergue em Munique. O albergue fornece um lençol e uma fronha, ou seja, precisa pagar se quiser mais um lençol (necessário, uma vez que os quartos têm ar condicionado). Tem wireless no bar no primeiro andar, o café da manhã é gratuito e aceita cartão de crédito. Um problema é a falta de tomada nos quartos e no bar, assim tínhamos que revezar para carregar computador, máquina fotográfica e celular. O bar durante a noite é bem movimentado e barulhento, mas, graças a Deus, não dava para escutar do nosso quarto. Ah! Os armários no quarto não têm cadeado, é preciso alugar separado, assim como toalha e cobertor mais grosso.
 
Madrid – Ficamos no Equity Point Madrid. Na verdade, pelo que pareceu, a rede Equity Point comprou um hotel antigo e ainda está transformando em um albergue e arrumando as coisas. Ficamos em um quarto com duas camas e as instalações são razoáveis. Tem wireless no primeiro andar, elevador, café da manhã gratuito e aceita cartão de crédito. A roupa de cama e as toalhas estão inclusas. O albergue é bem localizado, próximo aos principais pontos turísticos e à estação de trem (não pegamos metrô em nenhum momento).
 
Resumindo, todos os albergues e hotéis estavam dentro das expectativas, levando em consideração o preço que pagamos e as informações do site. Por ser um mochilão, optamos por lugares bem localizados e baratos, nada de luxo. Como a maioria dos albergues era próximo às estações de trem, imprimi o mapa do site Hostelbookers para termos uma noção da localização e chegarmos a pé (fica a dica, ajudou bastante). Somente em Paris, Barcelona e Madrid precisamos pegar táxi (ou metrô, mas nossas malas estavam grandes e pesadas demais para isso).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mochilão pela Europa

Olá, galera! Conforme comentei, lá vai o post especial sobre mochilão. Na verdade, ainda não tenho muita coisa pra falar, porque ainda não vivi na prática essa aventura, mas tenho várias dicas sobre preparação. Vou dividir em tópicos e espero que ajude futuros mochileiros.



Roteiro: Por ser minha primeira viagem pra Europa, optei por visitar os lugares mais famosos, como Roma, Paris e Amsterdam. Nesse caso, o principal cuidado foi começar pela Itália ou Espanha, assim é possível contornar o Mar Mediterrâneo e evitar uma viagem muito longa ligando esses dois países. O ideal é começar em Madrid ou Roma, optei por Roma. Depois, fiz uma lista de cidades que gostaria de conhecer e pesquisei se havia linhas de trens entre elas, o tempo de viagem e os horários. Com isso em mãos, fechei o roteiro (Roma – Pisa – Milão – Veneza – Munique – Amsterdam – Paris – Barcelona – Madrid). Antes de resolver o roteiro, tem uma decisão muito importante a ser tomada: conhecer bem poucas cidades ou visitar muitas cidades e ficar poucos dias em cada uma. Fiquei com a primeira opção e eliminei algumas cidades do roteiro. Vou ficar quatro dias nas capitais e de dois a três dias nas cidades menores.

Albergues: Reservar os albergues é tranquilo. Recomendo os sites HostelBookers e HostelWorld, que oferecem pesquisa por data e por cidade. Os dois são super completos, com várias informações dos albergues e hotéis, fotos, preços, opções de quartos, o que cada um oferece, etc. Nesses sites é possível fazer a reserva com cartão de crédito. Eu usei somente o HostelBookers e deu tudo certo, recebi as confirmações na mesma hora no e-mail.

Trem: Bem, os trens causam um pouco de estresse. Há várias opções bacanas de passes nos sites Eurail e Rail Europe. O problema é que muitos trechos exigem reserva de assento (serviço cobrado à parte), e essa reserva não pode ser feita por internet, só através de agências de viagens ou nas estações de trem na Europa. Como vou viajar no começo da alta temporada e não posso correr o risco de ficar sem assento nos trens noturnos, pois reservei os albergues e planejei toda a viagem contando com isso, comprei o passe e reservei os assentos noturnos com uma agência de viagens no Brasil. Além dos trechos noturnos (Veneza/Munique, Munique/Amsterdam e Paris/Barcelona), também já reservei o trecho Amsterdam/Paris. Os outros trechos, como são curtos e têm trem direto, vou apenas com o passe e optei por viajar de manhã cedinho. Quanto aos trens noturnos, algumas pessoas recomendaram pegar cabine com cama, ao invés de assento reclinável (opção mais barata), porque a viagem leva mais de 10 horas e equivale a uma noite de sono, lembrando que no outro dia preciso estar inteira pra caminhar muito.

Avião: Todo mundo fala que avião na Europa é barato, e de fato é. As companhias que operam dentro do continente sempre lançam promoções super legais. O único problema pra quem faz mochilão é a questão da mala. Nesses aviões, você pode embarcar somente com uma mochila ou mala de pequeno porte, ou paga um valor adicional. Então, acaba não compensando, além de ser muito mais legal viajar de trem.

Visa Travel Money: Essa foi, com certeza, a melhor invenção de todos os tempos pra quem viaja pro exterior. O Visa Travel Money é um cartão de débito que passa em qualquer máquina com bandeira Visa. A compra é descontada na mesma hora, de acordo com o câmbio do dia e, o melhor de tudo, sem nenhum imposto. Há várias opções de moeda, como dólar, euro e libra. Eu fiz o meu em euro por causa do mochilão, mas ele funciona normalmente aqui na Inglaterra, que trabalha com libra. Ele é um cartão recarregável, que você coloca dinheiro à medida que precisa, além de ser possível sacar dinheiro com ele (para colocar crédito e sacar é cobrada uma taxa). Mais informações, como valor e onde pode ser feito, no site.

Guia: Como contei no começo da viagem, comprei um guia super completo da Europa. Adorei ele! Tem várias informações, dicas de passeios, valores, horário de funcionamento dos principais pontos turísticos, sugestões de restaurantes, etc.

Frommer’s Europa – Guia Completo de Viagem

Editora: Alta Books – Tradução da 10ª edição




Obs.: O post foi escrito em primeira pessoa, mas eu não estou sozinha nessa aventura, muito pelo contrário, estou muito bem acompanhada!