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domingo, 13 de outubro de 2013

Para Veneza, com amor..

Qual cidade de todas que vocês visitaram você mais gos..VENEZA!! A resposta a esta clássica pergunta é sempre a mesma e está na ponta da língua. E a sequência é “Londres e Paris também são maravilhosas, mas Veneza (suspiro) é Veneza!!”. Veneza é linda, romântica, linda, exótica, linda, charmosa, linda, diferente... ahhhh, Veneza é muito AMOR!!



Ok, pelo começo do post vocês já entenderam que eu fiquei completamente apaixonada pela cidade e este texto será muito amor!!

Pegamos um trem daqueles mega rápidos de Milão para Veneza e chegamos ao paraíso no começo da tarde. Claro que a chegada ao paraíso não é fácil... estávamos tranquilos no trem, quando ele parou na estação Veneza Mestre, na parte continental, uma estação totalmente sem graça... nos olhamos com cara de desanimados (isso aqui é Veneza?), mas antes de decidirmos o que fazer o trem arrancou novamente e os olhares foram dominados pelo pânico. Quando estávamos quase saindo correndo atrás do motorista (?) pra avisar que passamos da nossa estação, analisamos em volta e o trem continuava repleto de pessoas com cara de turista e o alto falante anunciou: próxima parada – Veneza Santa Lucia. Ok, nem tudo estava perdido. Quando todos começaram a se mexer, percebemos que ali era a última parada e, pelo visto, nosso destino. Juntamos os mochilões, descemos, reclamamos do calor e do cheiro de mar (?), e nos dirigimos para a grande porta da estação...... PARA TUUUDO! Quando a porta abriu, o Grande Canal simplesmente surgiu na nossa frente, com dezenas de barcos, gôndolas, pessoas, um sol lindo de morrer e uma pequena ponte. Paramos, nos olhamos encantados com tamanha beleza, respiramos fundo com a certeza de que tínhamos feito a escolha certa ao incluir Veneza no roteiro. Neste momento também entendi que Veneza... é VENEZA E PONTO!



Do lado da estação tinha um posto de informação turística e como não fazíamos a menor ideia de como atravessar aquele canal e muito menos como encontrar o hotel, encaramos a mega fila de turistas afobados. Mostrei o mapa com a indicação do hotel para a menina, ela me olhou, apontou pra ponte com uma cara de ‘boa sorte’, entregou um mapa da cidade, compramos o ticket para o transporte público (leia-se barcos – achei o máximo) e saímos de lá ainda mais apaixonados por tudo! Apaixonados até descobrirmos que a ponte tinha DEGRAUS e a única opção era atravessá-la. Bolamos uma ótima logística... ele carregava um mochilão enquanto eu cuidava do outro ;) e conseguimos chegar ao outro lado do canal (palmas). Ok, agora tínhamos que achar o hotel no meio daquelas ruelas com meu super mapa! Andamos um pouco e estávamos quase desistindo, afinal, surgiu outro canal e não tinha mais pra onde ir, quando olho pra trás e lá estava ele, lindo, florido e com mesinhas do lado de fora, muito amor!!

Vamos começar pelo transporte público... que são barcos de todos os tipos e tamanhos! Você compra um passe que dá direito a usar os barcos à vontade por x dias. É muito prático, rápido e há vários pontos espalhados pelo Grande Canal, para os dois lados e as ilhas ao redor, tudo muito fácil. Além disso, passear pelas ruelas de Veneza é a melhor parte da cidade, com certeza! Claro que se perder está incluso no pacote, mas é só cair no Grande Canal novamente que você se acha. Além disso, as pessoas são todas muito simpáticas e atenciosas, as vitrines são lindas, as pracinhas encantadoras, os restaurantes charmosos e cada ruela é uma surpresa!











Em Veneza tivemos a melhor janta de todo o mochilão: sentados na calçada à beira do Grande Canal, vendo o por-do-sol, depois de um dia inteiro caminhando, cada um com uma caixa de pizza deliciosa e um garrafão de coca – muito turista, muito amor!



A Praça de São Marcos, principal ponto turístico de Veneza, é muito bonita, assim como a igreja. Tem várias lojinhas e restaurantes em volta, com suas mesinhas na calçada, e uma feirinha de artigos turísticos bem legal ali perto. Queria muito uma foto com pombos, como uma que minha mãe tem lá, mas não havia espaço para os pombos diante da quantidade de turistas, já que fomos na alta temporada. Porém, por outro lado, conversei com pessoas que foram a Veneza no inverno e não viram nada de tão surpreendente. Concordo que Veneza é uma cidade para conhecer no verão!





Um dia, saímos em busca de passeios para as ilhas em volta de Veneza para conhecer melhor o sistema de transporte deles e os ferrys da região. No começo, confesso que estava achando um saco, mas prometi para o namorado que iríamos fazer estes passeios quando tivesse oportunidade. No final, foi muuito legal. O passeio é bem bonito, você vê Veneza de longe, com o vento no rosto no segundo andar do ferry, e depois fomos desvendar as ilhas da região. Descemos na maior delas, Murano, e ficamos algumas horas. Ela é famosa pelos trabalhos em cristal e é tão encantadora quanto Veneza. Caminhamos pelas ruelas, compramos quatro sorvetes por 1 euro, descansamos...









Veneza não tem muitos pontos turísticos, ela mesma é a GRANDE ATRAÇÃO!!! O divertido é passear pelas ruas, sentar e admirar a beleza do Grande Canal, conhecer seus becos, observar suas vitrines e lojinhas... é tudo muito organizado, romântico, florido, não sei descrever! Não penso em voltar a Veneza um dia, como acontece com Paris e Londres, mas sai de lá com a certeza de que Veneza é um dos poucos lugares que você conhece e jamais esquece, pois uma parte da sua magia segue com a gente pra sempre!



Próxima parada: Munique!!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Milão e sua Catedral

Nossa terceira parada foi em Milão, pegamos o trem pela manhã em Pisa e no começo da tarde estávamos lá. Como das outras vezes, agradecemos a pessoa que inventou o mochilão de rodinhas, afinal, o hotel era super bem localizado e pertinho da estação. Confesso que de todas as cidades que visitamos, Milão foi a que menos chamou minha atenção. Assim que saímos do trem nossa visão da Itália mudou completamente, Milão não tem nada a ver com Roma e Pisa, é moderna, cosmopolita e respira moda... resumindo, tem seus encantos!

A Catedral de Milão (Duomo) é a mais bonita de toda a Europa, basta olhar para ela para entender porque, ao meu ver, ela venceu esta acirrada disputa. Construída no estilo gótico, a igreja é imponente e se tornou ponto de encontro da cidade. Localizada ao lado da Galleria Vittorio Emanuele, outro ponto turístico e onde estão concentradas lojas de grifes famosas.







Outro lugar que vale a visita é o Castelo Sforzesco, bem próximo ao centro da cidade. Conhecemos também o Estádio San Siro/Giuseppe Meazza e o Museu de História Natural de Milão. Confesso que adoro estes museus de história natural, tirando a parte dos aracnídeos, mais precisamente a galeria das aranhas gigantes e comedoras de humanos. Descobrimos neste museu uma pedra de Lages/SC, uma ametista linda, e a partir deste dia, em todos os museus que visitamos ficamos procurando no meio das pedras alguma conterrânea. O estádio é bem interessante. Na realidade, fui arrastada até lá contra a minha vontade, mas não podia deixar de representar o Inteeer nas fotos e jogar o Grêmio para segundo plano. O esquema de visita guiada é muito legal (imagino que tenha isto no Brasil também) e o melhor é quando o guia começa a falar dos jogadores. Falamos que éramos brasileiros e viramos o centro das atenções, todo mundo questionando sobre os nossos craques e fazendo piadinhas!





Apesar de ser grande, as coisas em Milão são relativamente perto e conhecemos vários lugares a pé. Mesmo sem o clima romântico de Veneza e a história de Roma, a cidade merece o posto de um dos principais destinos turísticos da Itália!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

No meio do caminho... tinha uma torre!

Ao pensarmos no roteiro, tínhamos muita vontade de visitar uma cidade do interior da Itália e optamos pela pequena Pisa! Pegamos o trem em Roma pela manhã e chegamos lá no começo da tarde (se não me engano, a viagem levou +- quatro horas) e todo o trecho é muito bonito, passando por algumas cidades costeiras. Reservamos um dia e meio para visitar a cidade, mais do que suficiente, afinal, ela é realmente bem pequena e a principal (única) atração é a Torre de Pisa mesmo. No dia em que chegamos, optamos por passear pelo centro e na margem do rio, deixando a torre para o dia seguinte. Caminhamos bastante, tiramos muitas fotos, até que o cheiro de pão fresquinho desviou nossa atenção e, por este pequeno acontecimento, a passagem por Pisa tornou-se inesquecível. No quinto dia de viagem (no meu caso bem mais tempo), já estávamos morrendo de saudades da comida brasileira. Entramos em um mercadinho bonitinho para comprar água e tinha um cheiro delicioso de pão francês recém saído do forno, então fomos correndo pro fundo do mercado... agora, imaginem a cena: as últimas unidades daquela preciosidade estavam na mão do padeiro e havia uma senhora na nossa frente esperando / o padeiro colocou os pães na cesta e a senhora pegou todos / momentos de tensão, o padeiro olha nossa cara de desespero / a senhora desiste dos pães / a gente pula em cima como se nunca tivesse visto comida / o padeiro dá risada da nossa cara / vamos embora felizes da vida. Não imaginem a cena: sentamos na calçada, do outro lado da rua, abrimos o saquinho de pão, dividimos exatamente ao meio e comemos ali mesmo! hahahaha





Em Pisa demos muuuita sorte. Naquele ano, eles estavam comemorando os 150 anos da unificação da Itália e, naquela noite, haveria uma festa na cidade e show de fogos à meia-noite na beira do rio. Voltamos para o hotel, nos arrumamos, jantamos em uma pizzaria tradicional da cidade e fomos para o rio. Saudades de Videira define a comemoração – leia-se, muita gente, muita animação e um show de fogos lindo!!!


Na manhã seguinte, fomos em direção à torre e à feirinha que tem ali perto. O local onde a torre se encontra é muito bonito e, sim, ela realmente é beeeem torta! Passamos o dia ali, entre fotos, turistas e cochiladas na grama. É possível subir na torre, mas as visitas acontecem com horário marcado e o número de visitantes é limitado. Com certeza valeu a pena passar por Pisa, seguimos para Milão com vontade de conhecer mais o interior da Itália e suas cidadezinhas – mas este roteiro já está entre as centenas de viagens que tenho em mente!



Ah, lembrei! Em outro mercadinho de Pisa encontramos duas solitárias latinhas de GUARANÁ! Que realização! Parecíamos duas crianças com um brinquedo novo, enquanto o dono dava graças a Deus por ter vendido aquelas duas latas perdidas que nem ele deve saber como foram parar ali...