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sábado, 3 de janeiro de 2015

Bariloche e seus encantos

O nome Bariloche possui uma aura própria que sempre desperta a curiosidade das pessoas. E esta cidade, de aproximadamente 100 mil habitantes, é realmente encantadora. San Carlos de Bariloche está localizada próxima à Cordilheira dos Andes, na Província de Río Negro. Cercada por lagos e montanhas, ela atrai milhares de turistas anualmente, inclusive no verão, quando as estações de esqui estão fechadas. Mesmo com poucos vestígios de neve durante o dia, o topo das montanhas garante vistas maravilhosas e o acesso só é possível através de teleféricos. O pico mais famoso é o Cerro Catedral, que recebe este nome pela semelhança com as torres das catedrais medievais de estilo gótico. Ele está a 19 km de Bariloche e 1.030 metros acima do nível do mar.




Pra quem nunca tinha andado naqueles teleféricos das estações de esqui, tudo foi muito divertido, principalmente para os instrutores, que perceberam nossa dificuldade para sair daquelas cadeiras. No alto da montanha havia neve e estávamos muito próximos do céu, rodeados por picos brancos. No verão, os dias são quentes e as noites frias e com neve nas montanhas mais elevadas. É durante a estação mais quente do ano que a natureza proporciona um dos seus mais belos espetáculos, com o verde das árvores, o azul dos lagos e as flores coloridas. A noite em Bariloche também tem seus encantos. A cidade é muito iluminada e movimentada, com visitantes de diversas partes do mundo que lotam os restaurantes e as lojas do lugar. San Carlos de Bariloche encanta em todas as épocas do ano!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Caminho alternativo

No dia seguinte, após um breve passeio por San Martin de los Andes, era hora de seguir viagem rumo à primeira cidade turística do roteiro inicial: Bariloche. Apesar de receber a maioria dos turistas no inverno, o verão também garante belas paisagens e passeios naquela região. Resolvemos seguir por um caminho alternativo, recomendado pelo dono do hotel em San Martin. O “Caminho dos Sete Lagos”, como é conhecido, liga San Martin de los Andes à Villa la Angostura, totalizando 110 km de natureza exuberante. Ele recebe este nome pois durante o trajeto passa-se por sete lagos: Espejo, Correntoso, Villarino, Falkner, Machónico, Laçar e, o mais famosos deles, Nahuel Huapi. Impossível não parar em cada curva para admirar a beleza do lugar e tirar fotos. Mesmo uma parte da estrada sendo de terra e bastante estreita, vale a pena. O dia ensolarado e quente completou o passeio, que realmente surpreende. O azul do céu e dos lagos, que reflete tudo ao seu redor como um grande espelho, contrasta com o verde da natureza, o branco da neve no topo das montanhas da Cordilheira dos Andes e o amarelo das flores que nos acompanharam durante quase todo o percurso.





Villa la Angostura é uma cidade com aproximadamente 12 mil habitantes, entre San Martin de los Andes e Bariloche, na margem noroeste do Lago Nahuel Huapi. Um lago de origem glacial, com cerca de 550 km², 700 metros acima do nível do mar e próximo à fronteira com o Chile, este é Nahuel Huapi. O que mais chama a atenção é a sua cor, que varia de acordo com o tempo. Em dias ensolarados predomina o azul-turquesa, que muda para um tom prateado em dias nublados e quando chove suas águas ficam quase negras. “Jardin de la Patagonia”, como é conhecida Villa la Angostura, é realmente maravilhosa e inesquecível. Depois de duas mudanças no roteiro, finalmente chegamos a Bariloche.

sábado, 27 de dezembro de 2014

A grande 'Pequena Bariloche'

Tudo estava dentro do planejado, até que uma manifestação fechou a rodovia para Bariloche e o primeiro imprevisto nos levou a uma das cidades mais charmosas da Argentina. Apesar de termos chegado à noite, San Martin de los Andes chamou a atenção com suas luzes e sua arquitetuta. A cidade, que tem cerca de 23 mil habitantes, está a aproximadamente 40 km da fronteira com o Chile, encravada na Cordilheira dos Andes (que nos acompanhou em mais uma aventura!). Localizada a 1.500 km da capital, Buenos Aires, essa pequena localidade atrai turistas o ano inteiro, pois oferece, no verão, praias de areia vulcânica, além de esportes radicais nos rios e corredeiras da região. Já durante o inverno, as montanhas nevadas e o frio intenso garantem muita diversão com suas mais de 20 pistas de esqui.




Na manhã seguinte queríamos pegar a estrada cedo rumo a Bariloche, mas a “Pequena Bariloche”, como é conhecida San Martin de los Andes, nos prendeu por algumas horas. As belezas naturais daquele lugar são realmente impressionantes. A neve, assim como na primeira viagem, dominava os picos mais altos, sempre contrastando com o calor que fazia durante o dia. A Cordilheira dos Andes mostrava mais uma de suas faces, dessa vez cercada pelo verde da natureza e o azul dos lagos. A localidade parecia uma cidade de boneca, tudo decorado, cada coisa no seu lugar. Uma típica cidade aos pés da montanha, cercada por neve e lagos, como nos filmes. Depois de conhecer Bariloche, San Martin de los Andes realmente merece o título de “Pequena Bariloche”.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Mais uma aventura

Olá! Vou continuar com os posts antigos, desta vez sobre a viagem que fizemos em dezembro de 2004 para Ushuaia, na Argentina.


Pouco mais de nove meses depois da conquista do deserto, a Patagônia Argentina e a Terra do Fogo nos esperavam, com suas surpresas e encantos. Em dezembro de 2004, nosso destino era Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo. Chegar de carro até lá realmente é uma grande aventura, possível apenas no verão, pois no inverno o gelo domina a região e alguns locais são impossíveis de atravessar. Mais uma vez variamos entre o frio e o calor, o mar e o topo das montanhas, as grandes metrópoles e as cidades isoladas do interior. Conhecemos pinguins, leões, elefantes e lobos marinhos, cidades turísticas, como Bariloche e Punta Del Este, pratos típicos, vimos o dia amanhecer às três horas da manhã e o sol se pôr às dez horas da noite... são coisas que apenas os lugares mais extremos do mundo podem oferecer.


A mala, como em fevereiro, reunia roupa de verão e inverno, as blusas de lã e enormes casacos se misturavam com trajes de praia. Uma boa dose de comida e bebida, pois não sabíamos o que nos esperava pela frente e quando apareceria a próxima cidade ou restaurante. De Videira (SC) até Ushuaia, em linha reta, são 3.340 km. Por rodovia, a distância aumenta para 4.946 km. Contando a ida e a volta, todos os passeios e constantes imprevistos, totalizamos 14.216 km rodados, em 24 dias de viagem. É essa aventura que vocês começarão a acompanhar a partir do próximo post. Preparem-se para se surpreender a cada curva.