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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FIM!

Depois de Buenos Aires, nos despedimos da Argentina e chegamos ao Uruguai, mais precisamente a Montevidéu, a capital e maior cidade do país. Localizada às margens do Rio da Prata, Montevidéu é a cidade latinoamericana com maior qualidade de vida, além de estar entre as 30 cidades mais seguras do mundo. Não passeamos muito por lá, mas o pouco tempo que ficamos mostrou que o lugar é muito limpo e organizado. Com 1,4 milhão de habitantes, a cidade atrai turistas com sua arquitetura antiga e vestígios da sua história. Aproveitamos a proximidade e visitamos Punta del Este, o balneário mais famoso do Uruguai, que oferece tanto praias oceânicas (Oceano Atlântico) quanto de rio (Rio da Prata). Localizado a 130 quilômetros de Montevidéu, atrai diversos turistas anualmente, por ser considerado um dos balneários mais charmosos da América Latina. Entre suas atrações estão a gastronomia, com ótimos restaurantes, os cassinos e o comércio, com diversas lojas de grifes famosas.



Voltamos a Montevidéu e na manhã seguinte cedo partimos rumo ao nosso próximo destino: BRASIL! Almoçamos em terras brasileiras e no final da tarde chegamos a Porto Alegre, depois de 24 dias de viagem que com certeza valeram a pena. O calor que fazia por aqui nem de longe lembrava o frio que enfrentamos em Ushuaia. A movimentação nas rodovias rumo ao litoral entre o Natal e o Reveillon nos fazia esquecer, por alguns momentos, das estradas desertas da Patagônia Argentina. Certas coisas são inesquecíveis, outras relembramos olhando os álbuns. O que fica até hoje são as risadas e a saudade toda vez que lembramos algum momento marcante!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Até logo, Ushuaia

No último dia em Ushuaia, mais um passeio de barco para conhecer alguns animais e o farol. Leões marinhos foram a grande atração da manhã, porque a tarde reservava uma surpresa ainda maior. A chuva e o frio marcaram nossos últimos momentos na cidade mais ao sul do mundo. Durante a volta de barco, além dos animais, pudemos ver vários navios e alguns blocos de gelo. Voltamos ao hotel, ajeitamos nossas coisas e deixávamos para trás nosso principal destino, sem saber que aquele ponto, tão distante no início da viagem, se despediria em grande estilo. Quando estávamos saindo da cidade começou a nevar! Pouco, mas era neve, que até então estava restrita ao topo das montanhas. Algumas fotos, olhos grudados nos vidros do carro e Ushuaia ficava para trás.





 



Trelew, uma cidade localizada na Patagônia Argentina, seria nossa próxima atração. O município possui aproximadamente 88.000 habitantes e é o pólo têxtil de lã mais importante do país. Trelew era pra ser apenas um ponto de parada e descanso, para no outro dia cedo retomar a viagem. Se não fosse o recepcionista do hotel, teríamos passado do lado de uma das maiores pinguineiras do mundo e nem saberíamos disso. Punta Tombo é uma área rochosa que se estende por pouco mais de três quilômetros sobre o Oceano Atlântico. Durante seis meses do ano, a região é deserta. Em setembro, os Pinguins de Magalhães chegam à costa para se reproduzir. Cerca de um milhão de pinguins aparecem nesta época do ano. O mais interessante é que os turistas podem caminhar entre eles, dentro de espaços delimitados. Os animais passavam na nossa frente e era possível avistar seus ninhos e filhotes. Para passear na pinguineira não é necessário o acompanhamento de um guia. O local é realmente muito grande e a paisagem é maravilhosa.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Conhecendo Ushuaia

Passeio de barco, pinguins, parques, animais silvestres e caminhadas... era isso que nos esperava na manhã seguinte. Primeiro fizemos um passeio de barco até uma ilha cheia de pinguins. Observá-los procurando comida na água, brincando e correndo compensava o frio e o vento. Eles são realmente animais encantadores e elegantes, pois têm um jeito próprio de caminhar.





À tarde, resolvemos ir até o Parque Nacional da Terra do Fogo, onde se encontra a Bahia Lapataia, o marco final da Ruta Nacional nº 3, que vai até o extremo sul do continente. Bahia Lapataia está a exatos 3.603 quilômetros de Buenos Aires, capital da Argentina, por onde passaríamos na volta, e a 17.848 quilômetros do Alasca. O Parque Nacional da Terra do Fogo (Parque Nacional Tierra del Fuego – em espanhol) localiza-se 12 km a oeste da cidade de Ushuaia e foi fundado em 1960. Com uma área de 63 mil hectares, é a reserva natural mais ao sul do planeta. O que mais chama a atenção são as paisagens, que variam de montanhas escarpadas a vales cortados por rios e lagos. Interessante observar que algumas das árvores presentes no Parque crescem tortas, devido ao forte vento que atinge a região o ano inteiro, sendo mais intenso de agosto a janeiro. Os animais também se destacam no meio do verde, como diversos coelhos, raposas, castores e ratos almiscarados, além de aves e peixes. O Parque oferece estrutura para lanches e lugares aquecidos para se abrigar do frio. Durante o inverno, alguns lagos congelam e a natureza oferece um espetáculo diferente daquele que os turistas podem conferir no verão.







sábado, 10 de janeiro de 2015

U S H U A I A !

Finalmente chegamos a Ushuaia! Depois de muitos quilômetros rodados, lugares conhecidos, situações engraçadas e paisagens inesquecíveis, chegamos ao nosso tão aguardado destino. “La ciudad más austral del mundo” (A cidade mais austral do mundo) ou “La ciudad del Fin del Mundo” (A cidade do Fim do Mundo), como é conhecida Ushuaia, é realmente um lugar único e encantador, com diversas opções de passeios, restaurantes e lojas. A cidade pertence à Argentina e é a capital da Província da Terra do Fogo. Apenas uma pequena localidade chilena, chamada Puerto Williams, está mais ao sul que Ushuaia. Fundada em 12 de outubro de 1884, a cidade é rodeada pelos montes Martial e Olivia, que pertencem à Cordilheira dos Andes, e por férteis vales glaciais. O departamento de Ushuaia possui aproximadamente 46.000 habitantes e 9.390 km². Depois de alguma dificuldade para encontrar um hotel com vaga e garagem, era só aproveitar as peculiaridades da região, como seus pratos típicos, sua natureza e o frio, que nos faziam esquecer que estávamos no verão.




O nome Ushuaia vem das línguas indígenas yámanas e significa “ush” (ao fundo) e “wuaia” (baía). Centolla, caranguejo gigante que existe apenas em águas profundas de regiões muito frias, faz parte da culinária da região. Como bons turistas, não deixamos de experimentar. Para quem gosta de frutos do mar, é uma excelente pedida!


No primeiro dia já começamos a descobrir as curiosidades do lugar, como o pôr do sol perto das 9h, 10h da noite. Por sua localização, no extremo sul do planeta, durante o verão o sol nasce lá pelas 4h da manhã e se esconde por volta das 22h. Explicado o motivo pelo qual o recepcionista do hotel, de uma forma bastante simpática, insistiu, em vão, para que fechássemos a cortina durante a madrugada. Descobrimos isso da pior maneira possível, acordando com o sol na cara 4h da manhã e desesperados porque pensamos que nossos pais foram ao passeio e nos deixaram dormindo. Mas não foi nada disso, eles apenas fecharam o blecaute. Já no inverno, o sol aparece perto das 11h da manhã e se esconde por volta das 4h da tarde. Para combater o frio, todos os lugares possuem calefação e a estrutura para receber os turistas é de qualidade. Turistas que vêm de todas as partes do mundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Torres del Paine

Nossa próxima parada seria na cidade de Puerto Natales, localizada na Patagônia Chilena. Este município, de aproximadamente 19.000 habitantes, é o principal ponto de partida para o famoso Parque Nacional Torres del Paine, que era nosso destino na manhã seguinte. Nesta altura da viagem, o frio aumentava progressivamente à medida que a quilometragem no painel do carro crescia. Puerto Natales é uma simpática cidade, foi o que percebemos em uma primeira caminhada em busca de um chocolate quente. Mas o frio e o vento nos levaram de volta ao hotel, de onde saímos somente para jantar. Na manhã seguinte partimos cedo para o Parque, que foi fundado no final da década de 50 e declarado Reserva da Biosfera em 1978, pela Unesco. Com uma área de cerca de 242.000 hectares, a natureza reserva surpresas como cascatas, lagos, rios, corredeiras, glaciares e as famosas Torres del Paine, que a névoa daquele dia nublado nos impediu de ver inteiras.





A Cordilheira Paine é mais jovem que os Andes, mas sua beleza é tão surpreendente quanto. O Parque oferece estrutura com bons hotéis e restaurantes, mas para quem busca economizar, a melhor opção é mesmo ficar em alguma cidade próxima. O frio e a neblina transformaram a paisagem em um verdadeiro cenário de filme. O barulho dos rios e das cachoeiras, assim como as trilhas para se chegar aos glaciares, requer fôlego e coragem. Em um dos locais, as árvores chamam a atenção com seus troncos furados e secos. O Parque Nacional Torres del Paine traz diversas opções de lugares para se visitar, fotografar e jamais esquecer!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Em cada curva, um suspiro

Quanto mais pro sul avançávamos, mais as paisagens surpreendiam. Em El Calafate, uma cidade com aproximadamente 5.500 habitantes, não foi diferente. Localizada na Província de Santa Cruz, perto da fronteira com o Chile, El Calafate é a localidade mais próxima do Parque Nacional de Los Glaciares, onde se encontra aquela que já foi considerada a oitava maravilha do mundo: a Geleira Perito Moreno. O parque possui 356 geleiras, mas Perito Moreno é a maior e mais famosa delas, com 5 km de largura e 60 metros de altura. Impossível descrever sua grandiosidade. É uma montanha branca que surpreende todos que chegam até lá.




O frio e o vento apenas completam o cenário, que é indescritível. O verde da natureza, o azul da água e o branco do glacial nos fazem ficar uma manhã admirando a beleza daquele lugar. Considerada uma das reservas de água doce mais importante do mundo, a geleira é a maior em extensão horizontal do planeta, mas o aquecimento global tem levando a uma diminuição da sua área. A estrada precária torna a aventura ainda mais emocionante. Quando se está quase chegando à geleira, é possível avistá-la de longe, o que aumenta ainda mais a curiosidade dos visitantes. Alguns metros depois da famosa “Curva do Suspiro”, o tamanho da geleira e a natureza ao seu redor não deixam dúvidas: Glaciar Perito Moreno foi uma das grandes surpresas da viagem.




sábado, 3 de janeiro de 2015

Bariloche e seus encantos

O nome Bariloche possui uma aura própria que sempre desperta a curiosidade das pessoas. E esta cidade, de aproximadamente 100 mil habitantes, é realmente encantadora. San Carlos de Bariloche está localizada próxima à Cordilheira dos Andes, na Província de Río Negro. Cercada por lagos e montanhas, ela atrai milhares de turistas anualmente, inclusive no verão, quando as estações de esqui estão fechadas. Mesmo com poucos vestígios de neve durante o dia, o topo das montanhas garante vistas maravilhosas e o acesso só é possível através de teleféricos. O pico mais famoso é o Cerro Catedral, que recebe este nome pela semelhança com as torres das catedrais medievais de estilo gótico. Ele está a 19 km de Bariloche e 1.030 metros acima do nível do mar.




Pra quem nunca tinha andado naqueles teleféricos das estações de esqui, tudo foi muito divertido, principalmente para os instrutores, que perceberam nossa dificuldade para sair daquelas cadeiras. No alto da montanha havia neve e estávamos muito próximos do céu, rodeados por picos brancos. No verão, os dias são quentes e as noites frias e com neve nas montanhas mais elevadas. É durante a estação mais quente do ano que a natureza proporciona um dos seus mais belos espetáculos, com o verde das árvores, o azul dos lagos e as flores coloridas. A noite em Bariloche também tem seus encantos. A cidade é muito iluminada e movimentada, com visitantes de diversas partes do mundo que lotam os restaurantes e as lojas do lugar. San Carlos de Bariloche encanta em todas as épocas do ano!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Caminho alternativo

No dia seguinte, após um breve passeio por San Martin de los Andes, era hora de seguir viagem rumo à primeira cidade turística do roteiro inicial: Bariloche. Apesar de receber a maioria dos turistas no inverno, o verão também garante belas paisagens e passeios naquela região. Resolvemos seguir por um caminho alternativo, recomendado pelo dono do hotel em San Martin. O “Caminho dos Sete Lagos”, como é conhecido, liga San Martin de los Andes à Villa la Angostura, totalizando 110 km de natureza exuberante. Ele recebe este nome pois durante o trajeto passa-se por sete lagos: Espejo, Correntoso, Villarino, Falkner, Machónico, Laçar e, o mais famosos deles, Nahuel Huapi. Impossível não parar em cada curva para admirar a beleza do lugar e tirar fotos. Mesmo uma parte da estrada sendo de terra e bastante estreita, vale a pena. O dia ensolarado e quente completou o passeio, que realmente surpreende. O azul do céu e dos lagos, que reflete tudo ao seu redor como um grande espelho, contrasta com o verde da natureza, o branco da neve no topo das montanhas da Cordilheira dos Andes e o amarelo das flores que nos acompanharam durante quase todo o percurso.





Villa la Angostura é uma cidade com aproximadamente 12 mil habitantes, entre San Martin de los Andes e Bariloche, na margem noroeste do Lago Nahuel Huapi. Um lago de origem glacial, com cerca de 550 km², 700 metros acima do nível do mar e próximo à fronteira com o Chile, este é Nahuel Huapi. O que mais chama a atenção é a sua cor, que varia de acordo com o tempo. Em dias ensolarados predomina o azul-turquesa, que muda para um tom prateado em dias nublados e quando chove suas águas ficam quase negras. “Jardin de la Patagonia”, como é conhecida Villa la Angostura, é realmente maravilhosa e inesquecível. Depois de duas mudanças no roteiro, finalmente chegamos a Bariloche.

sábado, 27 de dezembro de 2014

A grande 'Pequena Bariloche'

Tudo estava dentro do planejado, até que uma manifestação fechou a rodovia para Bariloche e o primeiro imprevisto nos levou a uma das cidades mais charmosas da Argentina. Apesar de termos chegado à noite, San Martin de los Andes chamou a atenção com suas luzes e sua arquitetuta. A cidade, que tem cerca de 23 mil habitantes, está a aproximadamente 40 km da fronteira com o Chile, encravada na Cordilheira dos Andes (que nos acompanhou em mais uma aventura!). Localizada a 1.500 km da capital, Buenos Aires, essa pequena localidade atrai turistas o ano inteiro, pois oferece, no verão, praias de areia vulcânica, além de esportes radicais nos rios e corredeiras da região. Já durante o inverno, as montanhas nevadas e o frio intenso garantem muita diversão com suas mais de 20 pistas de esqui.




Na manhã seguinte queríamos pegar a estrada cedo rumo a Bariloche, mas a “Pequena Bariloche”, como é conhecida San Martin de los Andes, nos prendeu por algumas horas. As belezas naturais daquele lugar são realmente impressionantes. A neve, assim como na primeira viagem, dominava os picos mais altos, sempre contrastando com o calor que fazia durante o dia. A Cordilheira dos Andes mostrava mais uma de suas faces, dessa vez cercada pelo verde da natureza e o azul dos lagos. A localidade parecia uma cidade de boneca, tudo decorado, cada coisa no seu lugar. Uma típica cidade aos pés da montanha, cercada por neve e lagos, como nos filmes. Depois de conhecer Bariloche, San Martin de los Andes realmente merece o título de “Pequena Bariloche”.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Mais uma aventura

Olá! Vou continuar com os posts antigos, desta vez sobre a viagem que fizemos em dezembro de 2004 para Ushuaia, na Argentina.


Pouco mais de nove meses depois da conquista do deserto, a Patagônia Argentina e a Terra do Fogo nos esperavam, com suas surpresas e encantos. Em dezembro de 2004, nosso destino era Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo. Chegar de carro até lá realmente é uma grande aventura, possível apenas no verão, pois no inverno o gelo domina a região e alguns locais são impossíveis de atravessar. Mais uma vez variamos entre o frio e o calor, o mar e o topo das montanhas, as grandes metrópoles e as cidades isoladas do interior. Conhecemos pinguins, leões, elefantes e lobos marinhos, cidades turísticas, como Bariloche e Punta Del Este, pratos típicos, vimos o dia amanhecer às três horas da manhã e o sol se pôr às dez horas da noite... são coisas que apenas os lugares mais extremos do mundo podem oferecer.


A mala, como em fevereiro, reunia roupa de verão e inverno, as blusas de lã e enormes casacos se misturavam com trajes de praia. Uma boa dose de comida e bebida, pois não sabíamos o que nos esperava pela frente e quando apareceria a próxima cidade ou restaurante. De Videira (SC) até Ushuaia, em linha reta, são 3.340 km. Por rodovia, a distância aumenta para 4.946 km. Contando a ida e a volta, todos os passeios e constantes imprevistos, totalizamos 14.216 km rodados, em 24 dias de viagem. É essa aventura que vocês começarão a acompanhar a partir do próximo post. Preparem-se para se surpreender a cada curva.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Bem-vindo ao Brasil!

Depois de 12 dias viajando, que passaram muito mais rápido do que eu imaginava quando entrei contra minha vontade no carro em Videira, chegamos novamente ao Brasil. Depois de uma fila enorme na aduana em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, conseguimos atravessar a fronteira. Depois de conhecer diversos pontos turísticos argentinos e chilenos, as terras gaúchas ainda reservavam mais uma surpresa. Decidimos visitar a simpática cidade de São Miguel das Missões. Localizado no noroeste do Rio Grande do Sul, o município abriga o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, o maior legado dos Sete Povos Missioneiros e um dos principais vestígios das Missões Jesuíticas dos Guaranis. Em 1983, as ruínas foram declaradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. No lugar também está o Museu das Missões, onde se encontram estátuas feitas pelos índios guaranis. A construção da igreja iniciou em 1735, sendo concluída somente 10 anos depois. O padre jesuíta italiano, Gean Battista Primoli, foi o responsável pela obra, que teve influência barroca.

O mais surpreendente é caminhar no meio das construções, podendo observar todos os traços arquitetônicos. Antes de começar o passeio, é exibido um vídeo e um guia explica a história das missões e como elas eram organizadas. Durante a caminhada no meio das ruínas, é impossível não imaginar como tudo funcionava antigamente. A igreja é realmente gigantesca e o lugar transmite muita paz. Cercado de verde e grandes árvores, longe do barulho e da poluição, parece que voltamos no tempo por algumas horas. A grandiosidade e a perfeição da construção nos fazem refletir sobre a quantidade de índios que trabalharam para que ela fosse concluída e a maneira como os jesuítas coordenavam todo o trabalho.

O Caminho das Missões faz a ligação entre as cidades de São Borja e Santo Ângelo, totalizando 325 quilômetros. Os Sete Povos das Missões são: São Miguel das Missões, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Nicolau, São Borja, São Luís Gonzaga e Santo Ângelo. Os quatro primeiros ainda possuem ruínas, já nos últimos três povos elas foram totalmente destruídas. A viagem estava completa... depois de 14 dias viajando, variando do frio ao calor, do mar ao topo das montanhas, do oceano ao deserto, da Cordilheira dos Andes ao Deserto do Atacama, estávamos voltando para casa com imagens inesquecíveis e muitas histórias pra contar. E também com a certeza de que valeu a pena! Naquele momento, o fato da viagem ser de carro ou durante o Carnaval não tinha mais a menor importância. Carnaval tem todo ano... e o carro era bom ir se acostumando, porque em dezembro daquele mesmo ano a viagem seria muito mais longa (preparem-se)!