segunda-feira, 25 de maio de 2015

New York, New York....

“Eu não estive em todo lugar, mas está na minha lista...”

Ahhh New York... demorei muito pra escrever este texto porque New York é simplesmente New York e fica difícil descrever toda a magia e as peculiaridades desta cidade única. Já fui duas vezes a Nova York e em ambas fiz os passeios clássicos, já que estava com pessoas diferentes e todas visitavam a cidade pela primeira vez. Vou tentar reunir aqui todas as informações que eu lembrar e depois complemento se for o caso.


Nova York realmente merece o posto de uma das cidades mais visitadas do planeta! Ela reúne tudo aquilo que um turista procura: cultura, arte, lazer, diversão, paisagens, encantamento e um pouco de loucura. Caminhar por suas ruas, tomar um café em uma de suas centenas de cafeterias, curtir o sol no Central Park, bater perna pelas lojas, observar o ritmo de vida dos seus moradores... Nova York nunca dorme, está sempre ali: frenética esperando pela gente.

Uma dica é logo de cara arranjar um mapa da cidade e outro do metrô, assim você já descobre o que é perto e organiza os seus dias. Uma coisa que não se pode perder em Nova York é tempo! Tenha em mente os lugares que deseja visitar, programe o despertador para bem cedo, comece o dia em uma das suas muitas cafeterias e bom passeio!

Na primeira visita a Nova York comprei o New York City Pass, compensou porque estava nos planos visitar todas aquelas atrações e economizamos bastante, além de pular algumas filas. Já da segunda vez tínhamos menos tempo e tivemos que optar por alguns museus e passeios, então já não compensava tanto. Todas as informações (preços e passeios inclusos) estão neste link.

Muitas pessoas que visitam Nova York usam aqueles ônibus de turismo que param em vários pontos. Eu particularmente gosto de explorar as coisas por conta, com um mapa da cidade e um do metrô em mãos, mas para quem não fala bem inglês ou quer evitar perrengues, acredito que vale a pena. Na Times Square há várias empresas que oferecem este tipo de passeio, com pacotes de acordo com o número de dias que você ficará na cidade.

Ver Nova York de cima é um passeio imperdível. Visitei tanto o Empire State Building quanto o Top of the Rock, no Rockefeller Center. Os dois são demais, mas se o tempo na cidade for curto, recomendo subir no Empire State. Achei tanto a vista quanto a estrutura mais legal. Uma dica é subir no final da tarde e esperar anoitecer lá em cima, aí você já curte a vista de dia e à noite.




A Estátua da Liberdade é outro passeio imperdível e há duas opções: fazer um passeio de barco em torno da ilha de Manhattan que passa perto da Estátua e fica parado um pouco para fotos, ou pegar o ferry até a ilha em que fica a Estátua e descer lá. Eu, particularmente, prefiro a primeira opção, porque o passeio em torno de Manhattan é maravilhoso e o barco chega bem pertinho da Estátua, garantindo boas fotos, mas tudo depende do desejo da pessoa de descer ou não na Liberty Island. Nas duas vezes que fiz este passeio ventava demais, então recomendo levar uma jaqueta e, caso seja outono ou inverno, ir beeem agasalhado se quiser ficar em cima e curtir melhor o passeio.  Na maioria dos hotéis tem folders das empresas de barco que fazem estes passeios e de qual píer sai, não lembro com qual fizemos, mas todas fazem basicamente o mesmo percurso e os preços são bem similares. Já o ferry, se não estou enganada, você pega no final do Financial District, como não fiz este passeio não sei maiores detalhes.






Uma dica é aproveitar o dia para bater perna e visitar as atrações turísticas, e deixar as compras pra mais tarde. A maioria das lojas fecha tarde, principalmente na Times Square, então o consumismo pode esperar o sol se pôr, além de não precisar ficar carregando sacolas o dia inteiro.

Gente, o Central Park é enoooorme, impossível visitar todo ele. O legal é assim que chegar ao parque encontrar um quiosque de informações e já pegar um mapa, aí você seleciona o que deseja visitar e se organiza, mas não deixe de se perder pelas suas trilhas e caminhar sem rumo entre as suas árvores também. Uma coisa deliciosa é simplesmente sentar na grama e ficar observando o contraste da natureza com os arranha-céus, a calma e tranquilidade que o local transmite no meio da loucura nova-iorquina. Um passeio que NÃO vale a pena é o zoológico do Central Park, fomos da primeira vez e achamos que iríamos encontrar vários animais legais, por causa do filme “Madagascar”, mas não tinha nada de interessante e é super pequeno (acho que o leão, a zebra e a girafa ainda não acharam o caminho de volta pro zoológico hahahaha).

O bacana do Central Park é que várias atrações são perto dele, como o Museu Americano de História Natural (gente, esse museu é DEMAIS!!!!!) e o Museu Guggenheim, então você pode sair do museu e dar uma parada para descansar no parque. Outra dica é percorrer toda a 5ª Avenida e terminar nele. Aliás, no encontro da 5ª Avenida com o Central Park está a famosa loja de vidro da Apple, sempre entupida de brasileiros, mas os vendedores são muito atenciosos e o wifi é liberado haha então vale a pena entrar e navegar um pouco na internet se precisar de alguma informação. Aliás, essa dica sempre é válida pra qualquer viagem - wifi grátis na cara de pau: McDonald’s, Starbucks e loja da Apple – não tem erro! ;)







Reserve pelo menos meio dia para visitar o Financial District, com destaque para o Memorial do 11 de Setembro (o museu inaugurou no ano passado, não visitei AINDA), o Charging Bull e uma das melhores vistas da Ponte do Brooklyn. Outros dois bairros perto e que valem a visita rápida são Chinatown e Little Italy, é possível ir a pé de um para outro, inclusive dá para ir a pé do Financial District até eles (eu fiz e recomendo!). Chinatown é igual em qualquer lugar do mundo: uma confusão e gritaria, mas é interessante para conhecer e entender melhor a cultura deles. Little Italy é bem mais charmosa e quieta, com deliciosos restaurantes italianos com suas mesinhas na calçada, ideal para a hora do almoço. Se estiver disposto a caminhar mais um pouco, ali do lado está o SoHo, um bairro bem mais tranquilo e residencial, perfeito para bater perna por suas lojas calmas, tomar um café, observar sua arquitetura e se imaginar dentro do seriado “Friends”. Nem parece que estamos em Nova York.








E, finalmente, a Times Square... ahhhhh, a Times Square! Uma loucura deliciosa! Durante o dia é mais tranquilo (mas não necessariamente TRANQUILO) caminhar, visitar as lojas, tirar fotos, mas final da tarde e à noite o negócio bomba! Pessoas entrando e saindo dos musicais da Broadway, lojas cheias, um show de luzes nos telões, turistas se amontoando em busca do melhor ângulo pras fotos, pessoas fantasiadas abordando os visitantes... Uma loja que eu acho muito legal é a da M&M’s (1600 Broadway), tem muito produto inusitado e divertido. Também recomendo visitar o museu de cera Madame Tussauds (234 W 42nd St), como já tinha ido em Londres e Amsterdam não fui de novo, mas acho demais e rende ótimas fotos. 



Nova York tem muuuitas outras atrações, como a sede da ONU, inúmeros museus, restaurantes para todos os gostos, passeios alternativos, musicais e outros espetáculos, e com certeza não importa quantas vezes você visite Nova York, ela sempre será uma cidade surpreendente!

Nova York, que saudades de você!!!! <3


Hotéis

As duas vezes peguei hotéis na Times Square e super recomendo. Dá para ir a pé a vários locais, como o Central Park e o Empire State, se você estiver disposto a caminhar, além de ter estações do metrô super perto e várias atrações, restaurantes e lojas na região. Outro ponto positivo é que você pode levar as compras até o hotel, já que a Times Square está no coração da cidade, e à noite não precisa se preocupar com táxi ou metrô para ir embora do agito.

The Milford Plaza – Da primeira vez ficamos hospedados no Milford Plaza. Este hotel é enorme, mas novinho. Os quartos, apesar de pequenos, têm uma decoração moderna e o atendimento é ótimo. O único problema é que não tem internet, precisava pagar separado e custava U$ 15 o dia (por sorte tinha um McDonald’s do lado e nós íamos lá usar o wifi hahaha). Naquela época ele estava em reforma, então os preços estavam acessíveis. Fui ver novamente no ano passado e estava mega caro. Acabei de descobrir que ele mudou de nome, agora se chama ROW NYC. (700 8th Ave)

Equity Point – No ano passado todos os hotéis estavam muito caros, então eu e minha mãe resolvemos ficar em um albergue. Já tinha me hospedado nessa rede em Barcelona e Madrid, então já conhecia o sistema e sabia que era bom. Pegamos um quarto duplo, com banheiro privativo, então foi como um hotel, mas muito mais simples. Como íamos no quarto só tomar banho e dormir, foi ótimo e o custo/benefício valeu demais a pena. Além disso, eles têm café da manhã e economizávamos uma refeição. (206 W 41st St)


Restaurantes

Tenho duas sugestões de restaurantes deliciosos, baratos e muito bem localizados (Times Square).

Junior’s – Um dos melhores hambúrgueres que já comi na vida. Todos os pratos são muito bem servidos e as sobremesas também são divinas. Fomos à loja da Times Square e geralmente tem fila, principalmente no jantar, mas vale a pena a espera. Os garçons são muito atenciosos. (West 45th St. between Broadway and 8th Ave)

Carmine’s – Conheci este restaurante em Las Vegas com duas amigas e quando vi que tinha em Nova York, já anotei para levar a minha mãe. Ele também fica na Times Square e é muito gostoso. Os pratos são enormes e servem tranquilamente duas pessoas, até três dependendo da fome. O clássico deles é o macarrão com almôndegas (divino!). Também tem fila, mas se você estiver com pressa é possível comer no balcão. Nós fizemos isso e valeu a pena, porque a fila estava enorme. (200 W 44th St)


Compras

Fazer compras em Nova York é uma perdição só e um programa delicioso. Alguns preços são um pouco mais alto que no restante dos EUA (pelo menos na região da Times Square), mas mesmo assim tudo é muito mais barato que no Brasil. A maior loja do mundo, a Macy’s de Nova York é o sonho de consumo de todo turista. Ela tem sete andares, se não me engano, e todas as marcas, sempre com ótimas promoções. Além disso, a Macy’s oferece 10% de desconto para turistas, basta pedir na hora do pagamento e apresentar o passaporte (NÃO ESQUEÇAM!!).

Para eletrônicos, recomendo muito a B&H (420 9th Ave) e a Best Buy (529 5Th Ave / 622 Broadway / 52 E 14Th St). As duas trabalham com várias marcas e os preços são bons. Na primeira vez que fui comprei meu notebook na B&H e minha máquina fotográfica na Best Buy, nas duas o atendimento foi ótimo e não tive problemas com os produtos. E o legal é que você sempre encontra brasileiros nestas lojas, então se tiver dificuldades para se comunicar sempre tem alguém para ajudar.

Outra loja que vale a visita é a Century 21 (geeente, que perdição). Esta loja vende coleções antigas de diversas marcas famosas (e outras não tão famosas) a preços ótimos! Excelente lugar para comprar bolsas, camisas, casacos, acessórios, etc. Fui a duas lojas desta rede, a maior delas perto do Memorial das Torres Gêmeas (22 Cortlandt Street) e outra um pouco menor do lado do Central Park (1972 Broadway). Em ambas saímos cheias de sacolas hahaha.

Falando em loja barata, quando estava na Califórnia, na primeira semana eu e as meninas que moravam comigo alugamos um carro e fomos fazer compras numa sexta-feira à noite. Estávamos dirigindo bem calmamente quando a turca começou a gritar STOP STOP. O motivo de tamanha euforia é que ela tinha avistado uma Marshall’s e uma T.J.Maxx no caminho (acho que ainda não falei delas aqui). Não conhecia estas lojas, mas elas seguem o mesmo estilo da Century 21 e vendem coleções antigas a preços ótimos. Na Califórnia, eles brincam que é loja de mexicano (realmente, só tem mexicano lá hahaha), mas comprei várias coisas legais: uma sapatilha linda da Michael Kors, uma bolsa da Michael Kors, um mocassim da Calvin Klein... vale a pena e tem pelos EUA inteiro, geralmente são lojas enormes e super bagunçadas, porque a galera vai provando as coisas e largando em qualquer lugar.


Nova York, qualquer dia a gente se encontra!

E no final, all we need is....

  
Ah, essa escultura fica na esquina da 6th Avenue com a 55th Street – deixo o endereço aqui porque queria muito uma foto com ela e demorei pra encontrar haha e a briga pra conseguir uma foto é grande!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

No meio do caminho tinha Chicago

“A verdadeira arte de viajar...

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo

Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!”

Mario Quintana

Tudo começou em 2013, quando comprei minhas passagens pra Califórnia... a passagem de ida era simples, não tinha segredo: Curitiba/Los Angeles. Já a volta juntou a minha vontade de ficar e a impaciência do meu pai:

Eu – Vou ficar uns dias a mais viajando.
Ele – Quantos dias, um mês? Decide logo que quero terminar isso hoje.
Eu – Hãããã... pode ser!
Ele – Achei uma promoção pra voltar de Nova York exatamente um mês depois do fim do curso, pode ser?
Eu – Não sei, peraí.
Ele – Vamos, já estou com tudo pronto pra comprar, depois você resolve o resto.
Eu – OK!

E assim eu tinha uma passagem de volta só para o final de abril e saindo do outro lado do país. O que eu faria nestes trinta dias? Como eu acabaria em NY? Isso eram oooooooooooutros quinheeeentos, o importante era “Garota, eu vou pra Califórnia”!! Prazer, essa sou eu!!!

Após algumas semanas, as coisas estavam teoricamente decididas: uma road trip de 22 dias pela Califa e oito dias em NY com uma amiga, que depois foi substituída pela minha mãe, mas tudo ainda sob controle. Até que resolvemos que oito dias no mesmo lugar era demais e podíamos aproveitar para conhecer outra cidade. Opções perto de NY: Boston, Washington... nada que super chamasse a atenção, quando apareceu Chicago! E, com certeza, foi a melhor escolha que poderíamos ter feito!


Localizada no estado de Illinois, à beira do Lago Michigan, Chicago é conhecida como Windy City e, realmente, venta deeeeemais. Independente do vento e do frio, fui só amores pela cidade (ok, eu sou só amores por todos os lugares que conheço, mas alguns conquistam um pedacinho maior do meu coração e Chicago foi um deles). Muitos guias comparam Chicago a Nova York, pois a vida cultural, noturna e as opções de lazer são bem parecidas. Concordo! Chicago tem tudo que Nova York oferece em um local mais calmo, sem tantos turistas e filas, além de ser tão bonita, agradável e fashion quanto a cidade que nunca dorme.

Chicago é uma cidade cheia de parques e super arborizada, além de ter uma arquitetura incrível, então é uma delícia caminhar pelas suas ruas, passar um tempo nos parques, admirar as suas construções e observar a movimentação ao nosso redor.


Marca registrada de Chicago, o Cloud Gate, ou The Bean, é uma obra de arte espelhada imensa do artista Anish Kapoor e o efeito da escultura é realmente demais. O legal é ver as reações e as poses das pessoas para tirar foto, rende boas risadas e o bacana é entrar no clima e interagir com gente do mundo inteiro. Esta escultura fica no Millennium Park, localizado na zona norte do Grant Park. Esta região é muito bonita, gostosa para caminhar, tomar um café, descansar... E o legal da cidade é que vários pontos turísticos são relativamente perto, além de ser uma delícia bater perna pela cidade, olhar as vitrines, tudo isso no meio dos seus arranha-céus e sempre na companhia do Lago Michigan. Tênis e muita disposição na mala são indispensáveis!






Chicago também tem um píer, o Navy Pier, localizado bem perto do centro e com uma estrutura legal. Infelizmente, quando fomos em abril, não sei se por causa do vento, do frio ou por simplesmente estar em reforma, a maioria das atrações estava fechada, então não conseguimos aproveitar muito, apenas dar uma caminhada e tirar belas fotos. Porém, se você for no verão, com certeza estará bombando e tem opções para todas as idades. E o melhor é que ele fica bem pertinho do centro e do Millennium Park, dá tranquilo pra ir caminhando.

No dia que visitamos o píer aproveitamos para caminhar mais um pouco na orla do Lago Michigan, que é muito bonita e cheia de pessoas se exercitando, passeando com suas famílias, andando de bicicleta... Caminhamos, caminhamos e fomos parar no Lincoln Park, um dos principais parques da cidade e uma homenagem a Abraham Lincoln, que passou grande parte da sua vida no estado de Illinois. O legal deste parque é que ele tem um zoológico com várias espécies de animais e é gratuito o ano inteiro. Um passeio super gostoso!













Em todas as cidades que passo sempre pesquiso se tem o City Pass ou algo parecido, que reúne a entrada de várias atrações turísticas a um preço mais acessível. Dependendo do que você procura e dos lugares que planeja visitar, vale muito a pena e foi o que aconteceu em Chicago. Além disso, com este City Pass você não precisa ficar nas filas para comprar ingresso e pode ir direto pra entrada das atrações, uma economia de tempo considerável.

No Chicago City Pass está incluso:
  • Shedd Aquarium
  • Skydeck Chicago (Willis Tower)
  • The Field Museum
  • Museum of Science and Industry ou 360 Chicago (John Hancock Center)
  • Adler Planetarium ou Art Institute of Chicago

No último dia na cidade estava chovendo, então demos sorte de deixar o Shedd Aquarium e The Field Museum para este dia. Os dois são do ladinho, assim como o Adler Planetarium, que visitamos no primeiro dia (aliás, não achamos nada de mais, talvez por ser tudo em inglês, então não entendemos muitas explicações sobre a formação dos planetas e tal, mas a estrutura é bem bacana). Voltando ao último dia, fomos ao aquário de manhã e ele é bem legal, grande, com várias espécies e salas. Já o Field Museum é demais e lembra bastante o Museu de História Natural de Nova York, vale muito a pena visitar.




Chicago vista de cima

Em Chicago tem dois prédios em que os visitantes podem subir para aproveitar a vista: a Willis Tower, que tem 441 metros de altura e é considerada um dos edifícios mais altos do mundo, onde fica aquele famoso cubo de vidro onde todos batem foto, e o John Hancock Observatory, com 344 metros. Escolhemos visitar um durante o dia e outro à noite.

A Willis Tower e seu Skydeck fomos durante o dia, já que caminhamos tanto que quando vimos estávamos lá perto. A vista é maravilhosa! Ficamos mais ou menos 1h na fila pra entrar no elevador, mas valeu a pena e imagino que todos os dias do ano a fila seja grande. Chegando lá, para acessar o The Ledge, aqueles cubos de vidro que avançam para fora do prédio e te colocam literalmente em cima das ruas de Chicago, também tivemos que esperar em uma fila enorme e as fotos não ficaram muito legais, porque a galera fica empurrando e não tem espaço suficiente. Então decidimos bater a foto oficial e comprar de lembrança, até porque eu e a minha mãe morremos de medo de altura e precisávamos de uma foto digna para provar pra todo mundo que siiiimmmmmm, nós pisamos no vidro! Como tínhamos o Chicago City Pass, não precisamos enfrentar fila na bilheteria (acredito que economizamos pelo menos 1h), somente no acesso aos elevadores.





Já o John Hancock Center visitamos à noite e a vista também é muito bacana. Lá em cima tem um barzinho com mesinhas onde as pessoas podem descansar um pouco. A gente não ficou muito porque estávamos com fome e já tínhamos planejado jantar na Cheesecake Factory <3, já que há uma no John Hancock Center, um complexo de lojas e restaurantes que fica abaixo e ao redor do edifício.



Se você não tiver tempo para visitar os dois, fique com a Willis Tower/Skydeck.


Dicas:

Go Airport Express – Usamos o serviço de shuttle desta empresa para fazer os trajetos aeroporto/centro e centro/aeroporto em Chicago. Descobrimos assim que chegamos à cidade e no dia de ir embora fizemos a reserva por internet e deu tudo certinho, eles estavam lá no hotel no horário marcado.

Double Tree Chicago Hotel Magnificent Mile – Ficamos hospedadas neste hotel e a localização é excelente, bem no centro e perto dos principais pontos turísticos. E o melhor, fizemos a reserva pelo Hotwire (já falei dele aqui, com todas as dicas) e o preço foi super bom!

Chicago Premium Outlet - Reservamos um dia para ir ao outlet por duas razões: não queríamos gastar um dia de NY no outlet e minha mãe nunca tinha ido a um (e gente, na boa, todo mundo que for aos States precisa passar em um outlet, é muito amor num lugar só hahaha). Pesquisamos na internet e decidimos ir ao outlet que fica na cidade de Aurora e pertence à rede Premium Outlets (a melhor, na minha opinião). Ele fica a menos de 1h de Chicago. Alugamos um carro na noite anterior pelo site Car Rentals, retiramos na manhã seguinte no aeroporto, passamos “rapidinho” (só que não) no Walmart comprar maquiagem (adoro) e seguimos pro outlet. É super fácil de chegar, você pega uma highway e chega rapidinho. O outlet não é dos maiores da rede, mas tem todas as lojas famosas (Tommy, Adidas, Nike, Guess...) e dá pra fazer boas compras. Reserve um dia inteiro para este passeio.


Chicago é apaixonante, é frenética, é leve... tem vida, tem encantamento, tem todos os ingredientes pra tornar qualquer viagem inesquecível!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma Aventura pela Amazônia

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu." - Amyr Klink

Hoje vou fazer um post de uma viagem muuuito bacana que fiz há uns três anos pra Floresta Amazônica! Isso mesmo, passamos três dias naqueles hotéis no meio da floresta, uma experiência única e inesquecível! É uma viagem que todo mundo deveria fazer para conhecer um dos lugares mais apaixonantes e incríveis do mundo, além é claro de valorizar o que é nosso. Saímos de Curitiba e passamos o primeiro dia em Manaus, deu para conhecer um pouco a cidade, o clima maluco e úmido, o Teatro Municipal, o mercado público, experimentar alguns sucos típicos e outras iguarias da região. Mas a melhor parte ainda estava por vir...




Antes de continuar vou explicar um pouco do pacote e do hotel que ficamos no meio da floresta. Escolhemos o Juma Amazon Lodge (ele aparece direto na televisão e a estrutura é realmente top!) e o legal é que eles têm um programa certinho e tudo é previamente planejado. Leva mais ou menos 4h para chegar ao hotel saindo de Manaus, e só a viagem de ida já vale cada centavo investido. A van do Juma Lodge busca os visitantes nos seus hotéis em Manaus e leva até o porto, onde um barquinho nos espera para fazer uma travessia até um vilarejo ali perto. E o melhor: durante esta travessia passamos pelo Encontro das Águas, quando o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, se encontram. Lindo demais! Depois vem mais um percurso de camionete (com direito a uma parada para experimentar o Guaraná típico da região, que tem gosto de Guaraná Jesus) e, por último, outro trajeto de barco no meio da floresta para finalmente chegar ao Juma.


O hotel é em cima do rio, muito legal, como se fossem cabanas e a paisagem varia de acordo com a época do ano e a altura do rio. Quando fomos, em junho, ele estava bem alto. A estrutura do Juma Lodge é demais, todas as refeições estão inclusas e são deliciosas, não tem televisão, nem internet, não pega celular e não tem telefone, ou seja, você fica totalmente isolado do mundo. A energia elétrica só funciona durante a noite e o chuveiro é gelado. Tudo muito rústico e aconchegante. À noite, depois do jantar, eles têm música e uma sala de jogos e recreação para os visitantes. A maioria das pessoas dorme cedo, porque o programa começa cedo na manhã seguinte, então é importante estar descansado.

A programação do Juma Lodge varia de acordo com o número de dias que você vai ficar e os hóspedes são divididos em grupos, cada um com o seu guia. O nosso era o Cobra e ele era muito gente boa e engraçado! Lá, você faz tudo com o seu grupo e os horários são definidos, do café da manhã ao jantar, para evitar confusão, aglomeros e agilizar as coisas.






Ah! Antes que perguntem: siiiim, eu curti o passeio apesar do meu pavor gigantesco de aranhas. Mas claro que tinha que acontecer algo e logo no primeiro dia, senão não seria eu! Primeiro dia, meus pais em uma cabana mais distante, meus irmãos tomando banho de rio, eu pensei: vou tomar banho cedo e encarar de uma vez esse chuveiro gelado. Quando eu puxo a portinha pra entrar no box, sai uma aranha gigaaaaaante (menos, Mariana, era tamanho médio e não tinha pelos, mas na minha cabeça era uma daquelas tarântulas de 30 cm) subindo pela parede. Eu começo a gritar, dizer que vou embora (bem cena de filme), mas as duas barracas laterais tinham europeus e ninguém entendeu nada :/ Em resumo: fiquei quase 1h analisando a movimentação da aranha pela parede, chorando que nem retardada, até meus irmãos aparecerem e matarem aquela desgraça de oito patas. Passei os outros dias com trauma, dormindo de luz acesa (sim! hahaha) e olhando cada canto antes de tomar banho ou qualquer outra movimentação. O importante é que no final eu sobrevivi!

Voltando ao Juma Lodge: os passeios também já estavam definidos. Não lembro a ordem em que eles aconteceram, mas visitamos uma aldeia indígena, pescamos piranha (aqui tem outra história engraçada), caçamos jacaré à noite, fizemos trilha no meio da floresta, vimos o sol nascer e se por, tudo mágico! Aliás, acho que foi o pôr do sol mais lindo do mundo, empatado com o da Califa (aiiii Califa <3).


Agora vamos à história da piranha. No nosso grupo tinha uma família de Recife e eles eram muuuito chatos! Sabe aquelas pessoas que atrasam a excursão, ficam falando o tempo todo, atrapalham todo mundo pra bater foto... eram eles. Aí o barco parou no meio do rio, cada um com a sua varinha de pesca, o guia pedindo silêncio para não espantar os peixes e a mulher não calava a boca enquanto o guia explicava que, caso alguém pescasse uma, tinha que cuidar na hora de puxar a linha, porque a piranha vem nervosa e pode atacar todo mundo se não segurar da forma correta. E a sarna da mulher tagarelando, até que ela pescou uma piranha e puxou a vara com tudo. Agora pensem em um filme: aquela piranha pendurada na linha, na altura da cabeça de todo mundo, abrindo e fechando a boca, passando do lado das nossas orelhas, a mulher gritando, o guia tentando agarrar o peixe, todo mundo desesperado hahahahahaha até que o guia controlou a situação e disse que o hotel iria preparar a piranha pro nosso jantar, pra todo mundo experimentar. Aí, pra completar a situação, a querida da mulher quis bater uma foto com o peixe e DERRUBOU A PIRANHA NO RIO (uma salva de palmas pra ela). No final ficamos sem piranha, porque ela não fechou mais o bico e ninguém mais pescou nada! ¬¬



A noite que saímos caçar jacaré também foi muito legal. O grupo fica passeando de barco, devagar, procurando pelos jacarés. Precisamos ficar em silêncio (desta vez a chata da mulher colaborou) e quando avistamos um, os guias se enfiam no matagal pra pegar (siiiiim, bem assim). Já estávamos quase desistindo de pegar um, quando ele avistou um filhote numa beira do rio e, de repente (neste meio tempo ouvimos muito barulho, tipo briga de desenho animado, o guia no mato e o jacaré tentando escapar haha), ele aparece com o bicho na mão! Todo mundo bateu foto, encostou, ele devolveu o jacaré e fomos embora.


No dia que visitamos a aldeia indígena, eles contaram um pouco sobre o estilo de vida, mostraram o que eles produzem, compramos perfumes que eles mesmos fazem. Outra atividade interessante é a trilha no meio da floresta, entre aquelas árvores enormes, vendo os animais, as tocas de tarântulas, sendo picados por mosquitos (tá, parei), brincadeiras à parte, juro que é legal hahaha no final do passeio o guia fez alguns artesanatos com folhas e todo mundo entrou no clima.





No último dia, antes de voltarmos pra Manaus e a van nos deixar no aeroporto, acordamos às 5h da matina pra ver o sol nascer. Infelizmente aquele dia ficou nublado, mas o Cobra, nosso guia, levou um sol desenhado num papel e foi só risada!


Não faço ideia do valor deste tipo de viagem, imagino que não seja muito barato, mas vale muito a pena pela experiência, por conhecer a Floresta Amazônica, pelo contato com a natureza e pela paz. Outra coisa legal desta experiência é que você convive com gente do mundo inteiro. Quando estávamos hospedados tinha a gente, uma família de Recife e um casal do Rio de Janeiro de brasileiros, o resto eram pessoas de vários países, principalmente da Europa. É uma viagem que vale demais a pena e dá pra fazer tranquilo em um feriado prolongado. As paisagens são muito bonitas, a estrutura é bacana demais, eles recebem muito bem os visitantes, a comida é deliciosa e os passeios são inesquecíveis.