quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Chegamos ao destino

Chegando a San Pedro de Atacama, mais uma mudança nos planos. A idéia inicial era acampar, levamos barracas e sacos de dormir, mas os campings não oferecem estrutura e tivemos que procurar um hotel. No dia anterior não havia água na cidade, mas por sorte o hotel que pegamos tinha abastecimento próprio e o banho estava garantido. Estávamos no meio do Deserto do Atacama, cercados por areia e sofrendo com o calor. O Deserto do Atacama localiza-se no norte do Chile e é considerado o deserto mais alto e árido do mundo, pois as chuvas são escassas na região. As correntes marítimas do Pacífico não conseguem passar para o deserto, por causa de sua altitude, sendo o lugar na Terra que passou mais tempo sem chover, cerca de 400 anos. Mesmo com a falta de precipitação, é comum nevar nas partes mais elevadas, como perto dos vulcões. O deserto tem cerca de 200 km de extensão e as temperaturas variam de 0ºC à noite até 40ºC durante o dia.


San Pedro de Atacama é uma pequena cidade localizada no meio do Deserto do Atacama, com cerca de 3.500 habitantes e uma área de 23.438,8 km². Com uma altitude de 2.400 metros, é chamada de oásis de San Pedro de Atacama, já que está numa região inóspita e isolada. Viajantes do mundo inteiro chegam à cidade, o que transforma seus bares e restaurantes em locais agitados. A cidade mais próxima é Calama, cerca de 100 km a oeste, que oferece shopping, aeroporto e outros serviços. Passear pelo centro de San Pedro e conhecer seu comércio é uma experiência única. As feiras de artesanato colorem a cidade e o número de turistas surpreende, ainda mais quando você imaginava chegar a um lugar no meio do nada e ver apenas algumas montanhas de areia. A arquitetura chama a atenção, a maioria das casas são feitas de barro e é impossível pensar como aquelas pessoas vivem sem televisão e computador. A Igreja de San Pedro, construída no início do século XVI, é um legado dos antigos colonizadores espanhóis.


A beleza natural daquele lugar único chama a atenção. O branco da neve no topo das montanhas e dos vulcões contrasta com a cor avermelhada da areia e com o calor. Durante a noite, a temperatura cai bastante e nem parece que estamos em um deserto, explicado o motivo pelo qual minha mãe insistiu tanto para que colocássemos casacos e blusas de frio na mala. Olhar para o céu à noite é uma imagem inesquecível, considerada uma das regiões mais limpas do planeta, as estrelas parecem estar mais próximas e brilhantes. O Deserto do Atacama realmente reserva grandes surpresas, que começaríamos a conhecer na manhã seguinte.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Desbravando a Cordilheira dos Andes

Não lembro exatamente quando surgiu esse assunto, recordo apenas que estávamos jantando e meu pai disse algo parecido com ‘vamos fazer uma viagem, provavelmente até o Deserto do Atacama’. Tudo perfeito, se não fossem dois detalhes que, naquele momento, pareciam de suma importância: 1. a viagem seria de carro; 2. a viagem seria durante o Carnaval! Depois de uma série de reclamações e algumas reinas apoiada por meus irmãos, acabei embarcando contra minha vontade no carro em uma manhã de fevereiro de 2004. Fones no ouvido, lugar na janela garantido, travesseiro na mão e planos para dormir a viagem toda.. partimos de Videira

Depois de alguns quilômetros percorridos e um generoso café da manhã, as coisas começaram a melhorar. Cordilheira dos Andes, Deserto do Atacama, como seria possível chegar de carro até lá?! Foi a primeira pergunta que me fiz! A resposta e a aventura começariam mais precisamente em Salta, cidade no noroeste da Argentina, à leste da Cordilheira dos Andes, distante 1.617 km da capital, Buenos Aires. Sua localização é estratégica, facilitando a comunicação com a Bolívia e o norte do Chile. Salta possui aproximadamente 462 mil habitantes e sua região metropolitana é a oitava maior do país. Partindo de Salta, a beleza natural e a subida da Cordilheira surpreendem a cada curva! Antes de chegar ao próximo destino, a cidade de Susques, atravessamos Salinas Grandes. Um deserto de sal de aproximadamente 210 km², resultado da evaporação da água salgada oriunda do mar, pois a Cordilheira dos Andes já esteve debaixo do oceano. A estrada atravessa o salar e ficamos nos perguntando se seria possível andar sobre ele, quando de repente surge um grupo de motoqueiros no meio daquela paisagem branca. Pisar na salina é incrível, assim como ver algumas construções feitas apenas de sal. A viagem começava a valer a pena!



A quilometragem aumentava e era impossível pensar em encostar a cabeça no travesseiro, todos ansiosos para saber o que vinha pela frente. No final da tarde chegamos a Susques, o “Portal dos Andes”. Um pequeno vilarejo no meio do nada, o último antes da aduana, a 3.700 metros acima do nível do mar. O ar rarefeito já atuava sobre nós, uma simples caminhada parecia uma maratona, mas valia a pena. Dormimos por ali, num hotel super aconchegante, e partimos na manhã seguinte para o Chile, através do Paso de Jama, um caminho no meio da Cordilheira dos Andes. Atravessamos a fronteira a 4.230 metros de altitude.



A partir daí começava a descida até San Pedro de Atacama. A Cordilheira dos Andes, uma cadeia de montanhas localizada na costa ocidental da América do Sul e datada do período Terciário, possui aproximadamente 8.000 quilômetros de extensão, sendo a maior em extensão do mundo. A altitude média gira em torno de 4 mil metros e seu ponto mais alto é o Pico do Aconcágua, na Argentina, com 6.962 metros, considerado também o mais alto da América. A Cordilheira dos Andes vai da Venezuela até a Patagônia, atravessando o Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela, servindo de fronteira natural entre Chile e Argentina. Vencida a primeira parte da Cordilheira dos Andes, que reencontraríamos na volta, o Deserto do Atacama é nosso próximo destino...



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Algumas coisas não merecem ficar guardadas...

Tudo começou em 2008, faculdade de Jornalismo, Ponta Grossa, matéria de Webjornalismo e a missão de montar um blog. Passei o dia matutando sobre o que seria o MEU blog. Simples: viagem! E assim nasceu o Destino Incerto. Hoje ele não existe mais, estava hospedado no Terra (porque alguém da sala precisava testar este provedor, mesmo todos sabendo que era uma porcaria, e eu fui a escolhida) e um belo dia ele desapareceu do mundo virtual. Mas eu, como boa perfeccionista que sou, salvei todos os textos. Esses dias, mexendo em alguns arquivos antigos, encontrei este material e, realmente, algumas coisas não merecem ficar guardadas...

Assim começa mais uma aventura por aqui! Ah, sim, as fotos são de câmera de filme, muito amor!



Quer viajar sem sair de casa?! Você está no lugar certo.. Destino Incerto vai revelar lugares conhecidos e outros não tão conhecidos assim! Pegue sua mochila, coloque nas costas e pé na estrada..
 
Vamos começar nossa aventura atravessando a Cordilheira dos Andes e o Deserto do Atacama, chegando à costa do Pacífico, no Chile. Nossa segunda viagem será ainda mais longa, vamos percorrer toda a Patagônia Argentina e chegar a Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo!
 
Partindo de Videira, no meio-oeste catarinense, até La Serena, balneário chileno na costa do Pacífico, e retornando ao Brasil foram percorridos 7.109 quilômetros de carro, totalizando 14 dias de viagem.

Para chegar à Terra do Fogo e a Ushuaia, e retornar ao Brasil percorremos 14.216 quilômetros em 24 dias. Nossa aventura está apenas começando.. e nosso destino ainda é incerto! No decorrer do blog você descobrirá onde será a próxima parada.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Última parada: a acolhedora Madrid e a exótica Toledo

E depois de muita aventura, chegamos ao nosso último destino: Madrid! Como já era de se esperar, depois de 25 dias turistando por terras distantes e encarando o famoso verão europeu, desembarcamos na capital espanhola mega cansados (tanto que uma manhã tomamos café, voltamos para o quarto pegar as mochilas e dormimos hahaha acordamos perto do meio-dia completamente perdidos). Acolhedora e encantadora, Madrid é daquelas cidades que reserva uma surpresa a cada esquina, com suas construções majestosas, parques e praças.


Com mais de seis milhões de habitantes, contando a região metropolitana, estima-se que mais de 15% da população é formada por estrangeiros de mais de 180 nacionalidades diferentes, com destaque para os equatorianos, bolivianos, peruanos, marroquinos e chineses. Localizada no centro da Espanha, os 615 km que a separam de Barcelona viram fichinha diante da velocidade do trem. Ahh, que saudades dos trens europeus!

Uma das grandes atrações de Madrid é passear por suas ruas, com belas vistas e uma surpresa a cada esquina. Claro que a vida cultural também é destaque por lá. O Museo del Prado é o mais famoso da capital, com obras de artistas como Goya e Velazquez. Recomendo ainda a visita ao Templo de Debod, um templo egípcio doado ao país em 1.968, com uma vista maravilhosa e um lindo jardim, e ao Parque del Buen Retiro, com suas belíssimas fontes e seu lago majestoso. O Palácio Real de Madrid também chama a atenção dos turistas com sua grandiosidade, assim como a Plaza Mayor, que reúne restaurantes e cafés e já foi palco de execuções durante a Inquisição e touradas.








TOLEDO

Se algum dia visitar Madrid, não deixe de incluir a bela cidade de Toledo ao seu roteiro. Considerada Patrimônio da Humanidade desde 1.986, basta um dia para explorar suas ruas e fazer uma verdadeira viagem no tempo. É possível sair da capital espanhola pela manhã e retornar ao final do dia, o percurso de trem dura cerca de 30 minutos. Localizada sobre um pontal rochoso à beira do Rio Tejo, Toledo sempre foi muito cobiçada e tem sua história calcada no convívio entre cristãos, judeus e muçulmanos.



A diversão está justamente em caminhar pelas suas ruas, observar a arquitetura medieval, os labirintos e as vistas. Tudo simplesmente maravilhoso! Apontada por alguns como uma segunda Roma, coube a Miguel de Cervantes definir com precisão Toledo, um verdadeiro “berço de civilizações”, ao fazer Quixote passear pela região.





Nove cidades, cinco países, muitas aventuras, risadas e momentos inesquecíveis depois, chegava a hora de retornar (depois de passar a noite dormindo no chão do aeroporto!), com a certeza de que viajar é a melhor coisa que existe!


Promessa cumprida! De repente volto aqui mais vezes...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Barcelona: paixão à primeira vista

Após conhecer os encantos e comprovar a magia de Paris, partimos para o último país do roteiro: a deliciosa Espanha! O trem noturno da capital francesa para Barcelona, nosso próximo destino, foi muito tranquilo. Pegamos quarto individual e nos divertimos muito com um aplicativo de piadas do iPhone até pegarmos no sono. Despertamos na capital da Catalunha, no nordeste do país, e de cara descobrimos que pouco tempo é mais que suficiente para qualquer turista se apaixonar por Barcelona. Na cidade que reúne muitas das obras de Gaudí, a magia está nos seus majestosos pontos turísticos, mas também em cada esquina, cada praça e na sua animada vida noturna. Segunda maior cidade espanhola, atrás apenas da capital, Madrid (nosso próximo destino), Barcelona é a maior metrópole de toda a costa mediterrânea.


Após acomodar os mochilões no albergue e arranjar um mapa da cidade, partimos direto para o Park Güell, projetado por Antoni Gaudí, famoso por seus elementos arquitetônicos e considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, desde 1984. Com uma vista espetacular da cidade, além das suas cores e arquitetura irreverente, o Park tem uma história curiosa: Eusebi Güell, um rico empresário da região, comprou 17 hectares da montanha El Carmel para transformá-los em um luxuoso condomínio, entregando a Gaudí a responsabilidade de projetar o espaço. Comercialmente, e para alegria da população de Barcelona, o projeto não deu certo e a área foi transformada em parque público na década de 20, pensado para promover a integração entre natureza e arquitetura. Uma das casas levantadas abrigou o artista de 1906 a 1925 e, nos dias de hoje, é a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objetos pessoais e obras do artista. A entrada no Park é gratuita. A arquitetura realmente é um dos destaques de Barcelona, cujo maior símbolo é a Sagrada Família. Monumento mais visitado da Espanha e obra prima de Gaudí, a construção da igreja iniciou em 1882, mas Gaudí assumiu o projeto no ano seguinte e se dedicou a ele até sua morte. Em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, as obras ficaram um período suspensas e ainda não foram finalizadas.





A região central da cidade também reúne muita cultura, boa gastronomia e atrações para os turistas de plantão. A Plaza Catalunya, maior e mais central praça da cidade, pode ser o ponto de partida para explorar o centro de Barcelona, afinal, é dali que saem algumas das principais vias da cidade, como Passeig de Gràcia e La Rambla, além de oferecer nos seus arredores centros de informações turísticas, diversas lojas e muitas linhas de ônibus e metrô. Pequenas ruas que se encontram formam a região conhecida como Las Ramblas, uma espécie de calçadão cercado de árvores e repleto de turistas o dia inteiro, que atrai a atenção com seus artistas de rua, lojinhas, restaurantes, cafés, floriculturas...

Impossível ir a Barcelona e não molhar os pés nas águas azuis do Mar Mediterrâneo, além de conhecer a região praiana da cidade, que abriga um dos portos mais movimentados do Mediterrâneo. Menos turística que a região central e os monumentos de Gaudí, a área tem suas belezas, centros comerciais, praças, além de oferecer passeios de barco. Passamos a manhã na região e logo depois do almoço seguimos para Montjuïc, colina localizada na zona sudoeste, de onde é possível ver o porto e a parte antiga da cidade. Lá, escapamos um pouco do ar cosmopolita de Barcelona, curtimos lindas paisagens, natureza e paz. Considerada a maior área verde da cidade, o Parc de Montjuïc reúne várias atrações, como o Castell de Montjuïc e o Jardí Botànic, além do Complexo Olímpico de 1992.





Para fechar com chave de ouro o dia e seguindo as dicas da minha mãe, visitamos o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), um antigo castelo medieval. Em frente ao Museu está a Plaza de España, famosa por suas esculturas, e a primeira Plaza de Toros da cidade, conhecida por suas touradas até 1977, transformada em centro comercial, o shopping Arenas de Barcelona. Porém, a grande atração é a Font Mágica de Montjuïc, que proporciona belas apresentações de água, música e luz aos visitantes. Os shows acontecem em dias e horários específicos, de acordo com a época do ano. Vale muito a pena!




Visitamos ainda o Camp Nou, estádio do Barcelona, classificado como cinco estrelas pela União das Federações Europeias de Futebol. Inaugurado em 1957, o estádio é muito bonito e possui um pequeno museu, que conta a história e os títulos do clube.



Deixamos Barcelona com gostinho de quero mais... que venha Madrid!

DICAS:
1. Muitas pessoas falaram para termos cuidado em Barcelona para não sermos furtados. Não aconteceu nada com a gente, mas meu irmão teve o iPod roubado lá este ano e a filha de uma amiga da minha sogra foi roubada, levaram até o passaporte. Então, atenção redobrada nunca é demais!

2. Deixamos para comprar o passe de trem de Barcelona para Madrid direto lá. Furada! Perdemos muito tempo, mais de duas horas, na fila da estação de trem. Se você já tem os trechos e datas definidos, melhor comprar tudo de uma vez e evitar perder tempo com isso durante o passeio.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ahhhhh Paris....

Ahhhhh Paris.... Paris é PARIS!


Poderia finalizar o post por aqui, simplesmente porque faltam palavras para descrever o quanto a Cidade Luz é encantadora e fascinante! Independente de quantas vezes voltar a Paris (espero que muitas), com certeza ainda faltará tempo para conhecer tudo o que ela tem a oferecer...

Chegamos a Paris no começo da tarde, depois de pegar um trem mega rápido em Amsterdam. Pela primeira vez, tivemos que usar um táxi para chegar até o hotel, porque Paris tem várias estações de trem e a cidade é muito grande. Falando em táxi, no dia de ir embora também chamamos um e chegou uma Mercedes mega chique na porta do hotel com um motorista. Olhamos e pensamos: pronto, acabaram nossos euros e ainda temos duas cidades. Enquanto pensávamos em uma forma de dispensar o rapaz e chamar um táxi “normal”, o recepcionista do hotel ria da nossa cara. Decidimos encarar e no final deu tudo certo, o preço foi normal e achamos o máximo!

Aproveitamos o resto do primeiro dia para passear a pé pelas redondezas do hotel, às margens do Rio Sena, já que logo iria anoitecer. Encontramos várias praças e monumentos pelo caminho...



No dia seguinte, pegamos nosso mapa e fomos conhecer vários lugares que são bem próximos: a Catedral de Notre Dame (linda, em estilo gótico, rodeada pelas águas do Rio Sena), o Pantheon, o Jardim de Luxemburgo (o maior parque público da cidade, com mais de 224 mil m²), a parte externa do Museu do Louvre e no final do dia demos um pulinho na Galeria Lafayette. Passear a pé pelas cidades é muito mais interessante e surpreendente do que se deslocar de metrô pra cima e pra baixo. Óbvio que cansa mais, principalmente no verão, mas vale muito a pena! Paris é recheada de prédios antigos e deslumbrantes, avenidas charmosas, ruas encantadoras, pontes maravilhosas, monumentos imponentes e praças floridas. É um show a céu aberto, tudo muito bem preservado.










No terceiro dia, nosso objetivo principal era a Torre Eiffel, passando pela região da Champs-Élysées, a Praça da Concórdia e o Arco do Triunfo, construído em homenagem aos exércitos da Revolução e do Império, na Praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées. A Avenida é um show à parte, com suas lojas de grife e muita gente bonita... naquele dia, estava acontecendo um evento nacional e algumas ruas estavam bloqueadas para receber o evento. A Torre Eiffel, ícone do país e uma das estruturas mais conhecidas no mundo, é o monumento pago mais visitado do planeta. Com seus 324 metros, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889. Até 1930, era considerada a estrutura mais alta do planeta, mas perdeu este posto para o Chrysler Building, erguido em Nova York naquele ano.





Ahhh a Torre Eiffel... gente, é um sonho! Um sonho lindo! Chegamos à Torre logo depois do almoço e, após tirar algumas fotos, encaramos a fila para subir. Não demorou muito e em menos de 1h estávamos lá em cima (preciso contar, tenho medo de altura e chorei na subida, porque o elevador era transparente e dava pra ver tudo lá embaixo hahahaha mas evolui e nem chorei no Empire State em NY \o/). A vista lá de cima é MARAVILHOSA! Depois, passeamos mais um pouco nos arredores da Torre, tiramos mais algumas centenas de fotos e fizemos um passeio de barco pelo Rio Sena. Voltamos antes do sol se por, batemos mais fotos, comemos pipoca e algodão doce, e catamos um fast food pra garantir nosso lanchinho para esperar o anoitecer e as luzes da Torre serem acesas. Como era julho, anoiteceu perto das 20h. Quando estávamos indo embora, lá pelas 22h30, a Torre começou a piscar, liiiiindo! Voltamos para o hotel com um sorriso enorme no rosto!









Na nossa primeira tentativa de visitar o Museu do Louvre, chegamos e a fila estava gigantesca, virando várias esquinas, e perderíamos fácil o dia por ali. Perguntamos para um guardinha que tentava organizar a confusão e descobrimos que no primeiro domingo de cada mês, a entrada é gratuita. Decidimos visitar o museu outro dia e partimos conhecer outros lugares, já que as coisas são relativamente perto. No dia seguinte, levamos menos de meia hora para entrar, ufa! O Louvre é lindo, por dentro e por fora, abriga mais de 35 mil obras e recebe mais de 8 milhões de visitantes todos os anos. Confesso que não sou a maior fã de museus e meu plano era entrar, arranjar um mapa, sair alucinadamente atrás da Mona Lisa, garantir minha foto e ir embora... impossível! Não ficamos o dia inteiro no museu, mas dedicamos algumas horas para passear pelas galerias, procurar obras famosas e almoçamos lá dentro mesmo, o restaurante deles é muito bom e barato!



Reservamos um dia para visitar a região da Basílica de Sacre Coeur, o ponto mais alto da cidade e que proporciona uma vista maravilhosa de Paris, e o Moulin Rouge, um tradicional e famoso cabaré construído em 1889. O bairro de Montmartre reúne várias lojinhas de souvenirs e artesanato, além de artistas locais, pena que faltou tempo para explorar com mais calma as ruelas. Precisávamos voltar ao hotel e ir para a estação, pegar o trem noturno rumo a Barcelona!



Conforme bem escreveu Ernest Hemingway: "Se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença continuará a acompanhá-lo por toda a vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel"!!!!